Funcionários de editora tomam decisão após polêmica envolvendo J. K. Rowling

J.K Rowling (Youtube/Reprodução)

Faz mais de uma semana que a escritora J. K. Rowling se envolveu em mais uma polêmica por conta de comentários sobre pessoas trans. Tudo começou quando ela comentou no Twitter uma matéria que usou o termo “pessoas que menstruam”, e tais comentários da criadora de Harry Potter foram vistos como ofensivos. Logo fãs, o elenco que fez parte dos filmes da saga Harry Potter, outros artistas e a Warner Bros. se posicionaram contra Rowling.

Agora, de acordo com o site Daily Mail, funcionários da editora Hachette manifestaram sua insatisfação em uma reunião e se recusaram a seguir trabalhando em O Ickabog, novo livro infantil de J. K. Rowling. Segundo as declarações feitas na reunião muitos funcionários da editora disseram “não estar preparada para trabalhar” no novo livro e que “conversarão com seus respectivos gestores” sobre o assunto.

O comunicado da Hachette continuou: “Nós acreditamos que todos têm o direito de expressar livremente suas crenças e pensamentos. Por isso não comentamos nas visões pessoais de nossos autores e respeitamos o direito de nossos funcionários expressarem seu ponto de vista”. O texto ainda apontou que “há uma distinção entre isso e se recusar a trabalhar por discordar da opinião de um escritor”.

Em 2019, J. K. Rowling se envolveu em uma polêmica ao defender uma britânica que se mostrou contra uma proposta do governo que tornaria fácil os transgêneros a mudarem de sexo legalmente.  Ao longo dos anos ela recebeu criticas de seus fãs diversas vezes por conta seus posicionamentos, principalmente após o fim da saga de filmes do Harry Potter, onde ela começou a trazer mais detalhes sobre os personagens. A principio, foi uma boa coisa, mas com o tempo passou-se a perceber que ela estava forçando representatividade só para ganhar atenção, o que gerou várias discussões e memes. Por conta disso muitos fãs não veem a franquia da mesma forma que antes.