Fundacão responsável pela Cinemateca processa Governo Federal por calote

Cinemateca brasileira (Imagem: Divulgação)

A Fundação Roquette Pinto (Acerp) entrou com um processo contra o governo federal no objetivo de receber o pagamento da dívida de R$ 14 milhões feita pelo governo de Jair Bolsonaro que, unilateralmente, rompeu o contrato com a Acerp para administração da Cinemateca, instituição pública que preserva a memória e acervo do cinema e audiovisual brasileiro. As informações são do jornalista Ricardo Feltrin, da coluna Ooops!, do UOL.

Tudo começou na gestão do ex-ministro da educação Abraham Weintraub, que de forma abrupta deixou de pagar os R$ 1,3 milhão mensais acordados entre o governo e a Fundação Roquette Pinto.

A Acerp, jornalistas e pessoas da indústria audiovisual acusam o ex-ministro de querer instrumentalizar a Cinemateca na luta política nos bastidores que ocorre entre partidários de Olavo de Carvalho e membros da coalizão do governo.

O governo federal então propôs a rescisão do contrato, que não foi aceita pela Acerp. Com o impasse a fundação passou a bancar a manutenção da cinemateca com os próprios recursos, enquanto tentava negociar com o governo.

A disputa agora será resolvida nos tribunais. A Acerp também acusa o governo federal de querer retirar a Cinemateca de São Paulo, algo que foi vetado pelo termo de doação da Cinemateca à União em 1984.

Além de cobrar o calote que levou na Justiça, a Cinemateca também vai entrar com uma ação por danos materiais e possivelmente até morais, com o direito de um pedido de indenização. A decisão acontece após a tentativa do ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio, e de seus secretário especial da Cultura, Mário Frias (Frias e a Cultura do país estão submetidos ao Turismo) de tomar a posse da Cinemateca no “grito”.  

O governo também está proibido de fazer não só isso, como também de tirar o acervo de São Paulo, que como citado a cima é algo em 1984.