Globo vai produzir série sobre tráfico de judias polonesas

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Globo (Imagem: Reprodução/Globo)

A Globo finalmente deu aval à produção de Fim da Inocência, série histórica a respeito de judias polonesas que foram traficadas para o Brasil no começo do século XX. O projeto será dirigido por João Jardim, diretor de Agosto (1993), Memorial de Maria Moura (1994) e Engraçadinha – Seus Amores e Seus Pecados (1995).

De acordo com a coluna de Patrícia Kogut, do jornal O Globo, os planos de tirar do papel o projeto já são conversas de longa data nos corredores da TV Globo. O diretor argentino Daniel Burman, responsável pela adaptação internacional de Supermax, foi cotado para dirigir a série, mas os planos foram congelados, até que uma parceria entre Globo Filmes e a produtora Migdal Filmes ressuscitou a ideia, que também se transformará em um filme.   

Burman produziu o documentário Janela da Alma, que aborda a vida de portadores de miopia e cegueira em 2001. Já em 2005, foi o responsável de Pro Dia Nascer Feliz, que acompanha o sistema educacional. O cineasta assinou também Lixo Extraordinário (2010), sobre o trabalho do artista plástico Vik Muniz, e a cinebiografia Getúlio (2014).

O enredo é contado pelos olhos de uma das mulheres. Escrito por George Moura – responsável por projetos de sucesso na emissora, como Por Toda a Minha Vida (2006), O Canto da Sereia (2013) e Amores Roubados (2014) -,  junto com Jaqueline Vargas, autora de Sessão de Terapia (2012) e roteirista egressa da aclamada temporada de Malhação, Viva a Diferença (2017), vencedora do Emmy Internacional Kids, e que está atualmente em reprise na Globo.

Fim da Inocência ainda não possui previsão de estreia. Por enquanto, a produção está em fase de adaptações no texto por João Jardim. A ideia inicial é que as gravações tenham início logo após o fim da pandemia do coronavírus, assim que a Ancine dê o aval.