Haaz Sleiman conta como a morte do seu pai ajudou sua atuação em Little America

Haaz Sleiman em Little America (Reprodução)

A série Little América, produzida pela AppleTV+, que narra a trajetória de imigrantes nos Estados Unidos em formato de antologia é um verdadeiro sucesso. Com histórias reais que foram apresentadas na Epic Magazine, o programa chegou a receber pontuação de 100% no Rotten Tomatoes, e foi renovado para a segunda temporada.

Como cada episódio da série, destaca uma pessoa diferente, o ator Haaz Sleiman tentou fazer jus ao papel que lhe cabia, até por sua identificação com o mesmo. Ele viveu Rafiq, no último episódio da temporada, um homem sírio forçado a sair de casa depois que seu pai descobre que ele é gay. Ele pede asilo a um amigo nos Estados Unidos, o que segundo o ator em uma entrevista a revista Variety, foi algo parecido com que ele viveu, já que é um homem gay, originário do Líbano.

“Nunca tinha feito antologias antes, e me sinto sortudo. Foi um programa genuíno, e a cereja do bolo é o fato de contar histórias reais. Eu conheci o homem real que interpretei quando o programa estreou, e claro, fiquei nervoso. Queria ver se ele ficava feliz pela forma como o interpretei, e basicamente o fiz chorar. Ele disse que estava realmente revivendo sua história. Isso significa muito para mim, um dos destaques da minha carreia como ator”, disparou.

Mas essa não foi a única parte que tocou o coração do ator. Ele disse que chorava durante os ensaios porque tudo parecia com sua vida, que saiu do Líbano por acreditar que morreria se tivesse que continuar vivendo lá. O pai de Sleiman, faleceu em junho ano passado, pouco antes de as filmagens começarem, o que lhe encheu de forças.

“Grande parte da história do episódio é sobre o relacionamento entre pai e filho, e como tudo isso muda quando o pai descobre que o filho é gay. Havia um paralelo comigo. Dois meses antes de meu pai morrer, ele estava me dizendo por telefone que ele me aceitava por quem eu sou e que ele ficaria comigo e lutaria por mim contra qualquer membro da família – o que é algo que eu nunca sonhei. Meu pai era muito machista e veio de uma sociedade muito patriarcal. Eu tive um relacionamento muito ruim com meu pai por tantas décadas, mas depois de ele me dizer isso e depois ele morrer, isso me fez querer dedicar o episódio a ele. Começou no lugar certo no sentido de uma perda quase esmagadora. Esse sentimento de perda e confusão, me colocou imediatamente inserido programa.”, disparou.