Homem de Aço: Kryptonianos quase tiveram seu próprio idioma durante todo o filme

Henry Cavill em Homem de Aço (Divulgação)

É comum no universo dos filmes, cenas, figurinos ou ideias inteiras serem modificadas, e Zack Snyder garantiu que isso também aconteceu em Homem de Aço (2013), seu primeiro longa no universo estendido da DC, na Warner Bros. Segundo o cineasta, os kryptonianos que aparecem no longa, não falariam inglês, e sim um idioma próprio com a necessidade de legenda.

Quando foi lançado, as críticas ao filme foram diversas, e muita gente aprovou essa versão mais sombria do Superman, que catapultou Henry Cavill para a fama, e levou o filme a ser um solo de super-herói dos mais rentáveis.

Na última semana, Snyder fez uma live através da rede social Vero, onde além de anunciar, que seu corte para Liga da Justiça estará disponível na plataforma HBO Max no ano que vem, falou sobre seus planos iniciais para o longa de Clark Kent.

“Serei sincero aqui, e houve um tempo, no início do desenvolvimento do filme, que chegamos a conversar muito sobre a linguagem, e a fala dos kryptonianos, a forma como se comunicavam em Krypton. E a ideia era fazer tudo com legendas para todo mundo aprender Kryptoniano”, disparou ele que em milhares de storyboards planejou diversos cenários que mostram o planeta do homem de aço próxima da destruição, enquanto general Zod tentava dar um golpe.

Quando ele apresentou a ideia para a Warner Bros., ela foi barrada por não parecer tão viável, já que é sabido que os americanos têm um sério problema em assistir filmes com legendas. “Na conversa, acho que todos sentimos que isso poderia criar uma barreira para o espectador e não ser tão imersivo logo de cara”, explicou o diretor, além de claro, a necessidade de se criar todo um alfabeto, o que segundo ele foi feito.

O idioma de Krypton foi criado pela Dra. Christine Schreyer, e pode ser visto em uma cena inicial do longa. Os moradores de Krypton, usando sua própria língua, têm raízes nos quadrinhos originais e a inclusão do mesmo encantou os fãs mais tradicionalistas, até porque na indústria sempre são bem vindos os idiomas fictícios como o Dothraki e High Valyrian de Game of Thrones.