Hugh Jackman revela momento mais intimidador de sua carreira

Hugh Jackman, Allison Janney e Cory Finley nos bastidores de Má Educação
Hugh Jackman, Allison Janney e Cory Finley nos bastidores de Má Educação (Divulgação/ HBO)

Hugh Jackman foi um dos astros de Má Educação (Bad Education) ao lado de Alison Janney, e revelou que o jovem diretor Cory Finley foi responsável por tirar algo de si que nunca tinha acontecido antes. Em conversa com Anne Hathaway num bate papo promovido pela revista Variety ele explicou que sempre colocou em si a pressão para ser o melhor no que estava fazendo, e foi um péssimo juiz de seu trabalho, e que o papel no filme da HBO o colocou numa posição complicada ao interpretar alguém que existe no mundo real, e ainda está vivo.

“Senti um peso real, porque estava descrevendo o pior momento da vida daquele homem. Eu nunca contei a ninguém a importância do Cory Finley na jornada desse personagem, e por isso estou dando uma respirada agora para poder te contar”, começou ele, que inicialmente não estava conseguindo lidar com as cenas que precisava fazer.

“Fui até ele pouco antes de começarmos a filmar, e falei: ‘Passei a maior parte da minha carreira pensando que se eu for o número 1 no meu trabalho, o mais comentado, é ser como o quarterback, que tem o domínio sobre a bola, mas estou constrangido’. Ele sabia quem eu era, e fui honesto com ele. Eu me sentia nervoso, pedia para parar um instante e falava ‘Olha, eu sei que essas cenas são importantes, mas me sinto muito pressionado como nunca, e estava com vergonha de dizer, e achei que não fosse importante’”.

“Ele então disse: ‘Não vou te deixar ir para a casa a menos que se sinta bem. E se você não ficar bem hoje, a gente volta e filma amanhã, temos esse tempo’. Acho que a medida que envelheço, sou mais corajoso e mais honesto quanto às minhas inseguranças”. No filme, Jackman, interpreta Frank Tassome, comandante da maior fraude da educação da história americana. O homem, queria que sua escola se tornasse a mais conhecida do país, e em pouco tempo, ela se tornou primeiro lugar em número de admissões nas principais faculdades do país, atraindo a atenção, e as matrículas, foi descoberto, que o homem havia desviado 11 milhões de dólares para benefício próprio.