Irmandade: Decisão é tomada sobre futuro da série brasileira da Netflix

Irmandade
Irmandade (Imagem: Divulgação)

A Netflix renovou a série brasileira Irmandade para sua segunda temporada.  Apelidada de “PCC da Netflix”, a trama brasileira criada por Pedro Morelli aborda o surgimento de uma facção criminosa na penitenciária paulista nos anos 1990.

De acordo com o site Notícias da TV, do Uol, as gravações dos novos episódios estão previstas para começar em março. Fazendo jus a temática, a produção é gravada dentro de um setor desativado da penitenciária Estadual de Piraquara nos arredores de Curitiba, Paraná.

A série é protagonizada por Seu Jorge, Naruna Costa e Lee Taylor. Os três atores devem regressar ao elenco principal, além disso, o seriado também conta com dezenas de figurantes do próprio presídio, onde ocorrem as locações.

A primeira temporada introduziu a história de Cristina (Naruna Costa) uma advogada que após ser demitida do Ministério Público em 1994 se associa ao detetive Andrade (Danilo Grangheia), que dá a ela a missão de se infiltrar dentro da Irmandade, e colher informações para que a polícia a desmantele por dentro.

O trabalho coloca Cristina em rota de colisão com um dos lideres da Irmandade; Edson (Seu Jorge) seu irmão mais velho, preso por tráfico de entorpecentes duas décadas antes.

Uma curiosidade das gravações da primeira leva de episódios envolve os presos, que ficavam no pavilhão vizinho ao que era gravada a série e ainda funciona normalmente, o que fez com que a rotina dos takes das cenas contasse com uma “participação” de presidiários da vida real. “Os presos podiam nos ver pela janela. E eles gostaram da Irmandade, ficavam gritando o nome da facção fictícia, tivemos uma interação muito única aí”, disse Pedro Morelli, criador da série, da qual também é diretor e roteirista.

À revista GQ, Seu Jorge compartilhou as suas impressões sobre o seu personagem. “O que mais me chamou atenção no personagem é a relação dele com a irmã e com o mundo. Preso há 20 anos, sem visita, sem família, ele rompe com tudo, menos com o ensinamento do que é o certo. A missão do Edson é lutar pelo direito de justiça. E ele acredita que só a união de todos os presos vai trazer essa conquista. Porque muitos acham que todos que estão ali devem ser condenados à morte.”