James Cameron ataca Patty Jenkins novamente: “Mulher-Maravilha não tem nada de revolucionário”

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James Cameron quer mesmo ter a última palavra.

Em entrevista sobre o novo projeto de O Exterminador do Futuro, o diretor foi novamente questionado sobre a sua polêmica opinião sobre o filme Mulher-Maravilha, de Patty Jenkins.

Apenas para recapitular: Cameron criticou o filme protagonizado por Gal Gadot, afirmando que era “um passo atrás” na imagem de uma mulher forte. Jenkins respondeu na época que havia muitas formas de ser forte, e que as mulheres deveriam ser como os protagonistas masculinos.

A questão parecia resolvida, com vitória de Jenkins. Mas Cameron foi para o contra-ataque:

 

“Mantenho o que disse. Ela foi Miss Israel, e usa uma espécie de vestido que realçava o seu corpo. Ela é totalmente bela. Mas para mim, isso não é nada inovador. Já tinha a Raquel Welch fazendo coisas assim na década de 60.

Tudo isso eu comentem em um contexto de por que Sarah Connor, que Linda (Hamilton) criou em 1991, foi sim a frente do seu tempo, ou ao menos revolucionária em seu momento. Na realidade, não creio que ela foi a frente do seu tempo porque não estamos dando esse tipo de papeis para as mulheres.

Linda parecia genial. Simplesmente não foi tratada como um objeto sexual. Não havia nada sexual em seu personagem. Tinha angústia, vontade e determinação. Estava louca, era complicada… não estava ali para agradar ninguém, mas era protagonista, e o público a amou no final do filme.”

 

 

Cameron se limita a aplaudir o fato de Patty dirigir um blockbuster em Hollywood, e acha apenas que Mulher-Maravilha é um bom filme, mas não revolucionário.

Se afirmou surpreso que seu comentário foi visto como uma declaração controvertida, quando na cabeça dele era bem óbvio, e que Hollywood pega leve quando são mulheres dirigindo franquias comerciais.

Cameron até entende que seu comentário foi um pouco simplista da parte dele, mas ele não volta atrás em sua opinião, e vai além: disse que foi divertido ver que, sexualmente, a mulher tinha o controle sobre os personagens masculinos.

 

 

Tanto James Cameron como Patty Jenkins contam com argumentos para defenderem os seus respectivos pontos de vista. Depende de cada um de nós escolher um lado, ou pensar que um dos dois tem toda a razão.

Jenkins pode mesmo ter se equivocado quando afirmou que Cameron não podia entender a Mulher-Maravilha porque ele é um homem. Então… Jenkins não poderá entender Superman ou Batman por ser uma mulher?

O sexo não tem nada a ver. Cameron foi um dos poucos diretores que apostaram em uma mulher em um filme de ação, e Jenkins parece se esquecer ou ignorar isso.

Porém, ela está certa ao afirmar que não existe uma única forma de apresentar uma mulher forte, e que a variedade é positiva.

Já Cameron se centra demais no superficial, e apenas valoriza os pontos fortes do trabalho de Jenkins e Gadot.

Pode até ser que a Mulher-Maravilha de Jenkins seja muito sexualizada, mas… como ela deveria ser apresentada? Não sei se gostaria de ver a personagem com outra aparência. E logo Cameron quer colocar Sarah Connor como ícone da mulher durona quando cinco anos antes veio a Tenente Ripley (personagem que ele mesmo ajudou a transformar em ícone)?

 

 

Podem até ter supervalorizado o filme da Mulher-Maravilha, com o efeito positivo do longa em vários aspectos. Principalmente para a industria de Hollywood. É um ótimo filme, divertido e cumpre com o seu papel de ser um sucesso de bilheteria.

Quem sabe veremos no futuro mais blockbusters protagonizados por mulheres. Mas… falar que é um filme revoluconário?

Menos. Bem menos.

 

Via THR

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