James Gunn revela qual a parte mais desagradável do seu trabalho

O diretor de Guardiões da Galáxia, James Gunn, é um dos cineastas mais acessíveis de Hollywood, sobretudo durante o distanciamento social, em que está usando seu tempo para se conectar com os admiradores de seu trabalho nas redes sociais. No último fim de semana, ele fez um jogo de perguntas e respostas no Instagram e falou sobre alegrias e dificuldades de seu trabalho.

Segundo ele, a maior dificuldade e também maior fonte de estresse tem a ver diretamente com a primeira triagem do filme, que é quando o longa após editado, é exibido para uma seleta plateia que opina sobre ele, e sugere mudanças. A partir daí cenas podem ser cortadas, acrescentadas, entre outras mudanças nos efeitos, cores, trilhas, etc.

Ainda de acordo com o diretor outro momento de apreensão são as horas de trabalho envolvidas num projeto de blockbuster por exemplo, que segundo ele podem chegar de 15 a 16 horas por dia. Mas dentre os momentos de respostas dele, ele acabou abrindo sua vida pessoal, revelando um sacrifício que fez em nome de seu sonho de se tornar cineasta: vendeu sua coleção de quadrinhos.

Ele explicou que isso foi necessário para ajudar a financiar sua chegada a Los Angeles, e que precisou trabalhar cerca de 12 horas por dia nas últimas duas décadas para chegar onde está hoje.  “Eu não tinha uma idade adulta normal como a maioria das pessoas [envolvidas no cinema]. Eu trabalhava 12 ou mais horas por dia quase todos os dias nos meus 20 e 30 anos. Minhas costas e mãos estão uma bagunça, não por trabalho manual, mas por digitação”.

“Eu não conseguia manter um relacionamento ou iniciar uma família porque sabia que havia outras pessoas talentosas que queriam ser bem-sucedidas e eu estava competindo com elas, então não fiz muito mais ou pensei muito sobre isso por um longo tempo. Ainda não tenho muito tempo livre e trabalho sete dias por semana, mas aprendi a me libertar um pouco mais e a aproveitar outras coisas além do trabalho e da competição” completou ele.