Jason Blum dá sua opinião sobre sequências de filmes e revela como aconselha seus diretores

Jason Blum, da Blumhouse
Jason Blum, da Blumhouse (Divulgação)

Quando a Blumhouse anunciou que estava adaptando o clássico O Homem Invisível, os fãs ficaram de orelha em pé, afinal os remakes de filmes clássicos não forem bem-sucedidos nos últimos anos, e teve até gente que apontou para o longa como sendo o novo A Múmia (2017), que tinha tudo para dar errado. O filme foi lançado em home-vídeo nesta semana, e tanto o produtor Jason Blum, como o diretor Leigh Whannel comentaram o que pretendem, e se vão seguir um caminho de franquias, ao propor novas adaptações de clássicos.

“Bem, eu vou dizer isso, eu nunca – Jason sabe disso sobre mim – nunca penso em sequências quando estou fazendo um filme porque é tão difícil fazer um bom filme, então sinto que é uma tarefa impossível começar pensando sobre o que vai acontecer”, compartilhou Whannell com o site ComicBook.com. “E eu fiz filmes que geraram muitas sequências, escrevendo o primeiro filme de Jogos Mortais, e Sobrenatural, então provavelmente para o espectador, pode parecer que estou sempre pensando em termos de franquias, mas nunca estou. E é isso. Então, eu não sei, mas sei que Jason quer saber para onde está indo”, disse o diretor.

Blum então acrescentou: “Sim, pergunto a Leigh todos os dias, para onde isso está indo. Todos os dias, e nunca recebo uma resposta direta”, brincou ele. “Minha filosofia primordial sobre sequências é que sempre digo aos cineastas para fazer exatamente o oposto do que você está sugerindo. Basta fazer um ótimo filme e não se preocupar com quem morre, o que acontece, mitologia. Já é difícil fazer um ótimo filme sem ter que fazer um ótimo filme e ainda pensar em como ele continua”, disse o dono da Blumhouse.

“Se tivermos sorte o suficiente para ter um sucesso e o cineasta original quer estender a história, é melhor eu pensar, porque se ele está fazendo dois, provavelmente vai querer fazer três. Porém, se ele está fazendo um, não está necessariamente fará o dois. Mas no primeiro, eu realmente os incentivo a não fazer um segundo”, disparou ele.

Ele continuou: “E Leigh, quero dizer, não quero responder por você, mas acho que um dos grandes pontos fortes de Leigh como artista é que ele está realmente focado em qual é uma ótima história, qual é uma forte história dramática. Os sustos se encaixam organicamente nisso, mas acho que ele é um contador de histórias em primeiro lugar, e encorajo que, porque sem uma ótima história, não importa que outro planejamento ou pensamento, ou como o público vai sentir, o filme não vai funcionar”.