Jason Momoa sobre abuso em Liga da Justiça: “Essa m* tem que parar”

Jason Momoa e Ray Fisher
Jason Momoa e Ray Fisher (Reprodução)

O ator Jason Momoa, responsável por viver o Aquaman no cinema, endureceu o discurso ao se manifestar, mais uma vez, sobre a denúncia  de abuso feitas por seu colega Ray Fisher contra o diretor Joss Whedom e o tratamento recebido pelos atores no filme Liga da Justiça. Nesta segunda-feira, 14 de setembro ele foi até as redes sociais para comentar a própria experiência no longa.

“Essa merda tem que parar e precisamos olhar para @ray8fisher e todos os outros que experimentaram o que [aconteceu] sob a vigilância da Warner Bros. Pictures. Isso precisa de uma investigação adequada”, escreveu Momoa no Instagram dizendo ainda que o anúncio de que ele estava em negociações para dublar Frosty the Snowman em um próximo filme produzido por Joh Berg e Geoff Johns (dupla da qual Ray acusa de ter permitido os maus tratos) foi falso e feitos para distrair as pessoas das alegações de Fisher.

“Eu só acho que é foda que as pessoas lançaram um anúncio falso sobre Frosty sem a minha permissão para tentar distrair Ray Fisher falando sobre a maneira como nós fomos tratados nas refilmagens de Liga da Justiça. Coisas sérias aconteceram ali. Isso precisa ser investigado e as pessoas precisam ser responsabilizadas”, escreveu Momoa.

Momoa é a primeira estrela a ficar do lado de Fisher. Ele chegou a dizer que ele outras estrelas do elenco foram tratadas por merda pela Warner Bros. Pictures. No dia 8 de setembro, foi quando ele apoiou pela primeira vez a denúncia do colega postando a situação em seu Instagram com a hashtag #IStandWithRayFisher (algo como Eu apoio Ray Fisher).

Entenda o caso

Em julho deste ano, Ray Fisher publicou em seu Twitter um vídeo da Comic Con San Diego de 2017, onde ele ao lado de Momoa diz que Joss Whedon é um cara legal, e que fez um bom trabalho substituindo Zack Snyder em Liga da Justiça. Ao postar o vídeo antigo, ele disse que retirava tudo o que havia dito ali, pois Whedom não era legal, e que tinha um comportamento abusivo e pouco profissional no set. A partir daí começaram a chover reclamações de outros profissionais, até citando outras estrelas do longa como Gal Gadot, que também teria sido vítima de um dos ataques de fúria do diretor. Segundo Fisher, todos os abusos aconteciam com o conhecimento de Joh Berg, da Warner Bros. Pictures, e Geoff Johns, então presidente da DC Comics, responsável pelos personagens.

A WarnerMedia, nova divisão da empresa resolveu que o correto a fazer era investigar o ambiente do filme para evitar que situações assim voltem a acontecer, mas num primeiro relatório as investigações mostraram que não estavam sendo feitas pela WarnerMedia, e sim pela Warner Bros. Pictures, que segundo o ator está tentando abafar o caso dizendo que o próprio não está colaborando com o andamento do caso.

Também nesta segunda-feira (14), Fisher escreveu no Twitter que os investigadores da empresa, convenientemente evitaram contatar testemunhas-chave que deram declarações condenatórias à WB HR. Eles também iniciaram entrevistas com (e desde então fantasma) testemunhas que implicaram ex-executivos de alto nível.”