Jeremy Pope, de Hollywood revela medo ao gravar sua primeira cena de sexo

Jeremy Pope
Jeremy Pope (Reprodução)


Há mais ou menos um ano, Jeremy Pope estava se preparando para ir uma premiação do Tony Awards, e mal sabia ele que uma reunião que aconteceria no dia seguinte com Ryan Murphy mudaria tanto a sua vida. Ele estava ouvindo a proposta do autor para a série Hollywood, atração que estreou este ano na Netflix.

Inicialmente Jeremy achou interessante o enredo que mostraria uma Hollywood, inexistente lutando contra preconceitos reais que persistem até hoje, e seu personagem, um roteirista negro, e gay, tentando achar seu lugar no mundo. Aos poucos, Pope percebeu que ali havia bem mais que uma crítica e sim uma história de amor.

“Quando pegamos os roteiros e [Murphy] começou a nos dirigir, eu pude ver que havia uma verdadeira história de amor com o relacionamento que meu personagem e Jake. O que estávamos criando e o que estávamos trazendo para esses personagens, é algo que você deseja defender e torcer ”, disse Pope aos 27 anos no podcast da revista Variety.

Ele conta que nos primeiros dias de filmagem já precisou encarar uma cena de sexo com Jake Picking, que ele mal conhecia. “Lembro que nossos primeiros dias trabalhando juntos foi feita a cena em que nos conhecemos e ficamos íntimos. Essa foi minha primeira cena de sexo na câmera e a dele também”, disse Pope. “Nós realmente tínhamos que dizer ‘preciso que você segure minha mão por isso, porque isso é muito assustador.’ É um cenário fechado, mas você está olhando para 15 pessoas, pensando na sua toalha que cobre a nudez, tentando ser sexy”.

Na história, Rock sacrificou o que poderia ter sido uma carreira promissora, em nome do amor que sentia pelo roteirista, e entrou de mãos dadas com ele na entrega do Oscar. “Essa é a história e a narrativa que estamos contando. Isso parece muito inspirador e esperançoso. Porque acho que ainda estamos tendo algumas conversas sobre todo o entretenimento que ainda é preconceituoso. Essa é apenas a verdade feia e honesta. Então, se estamos falando dos anos quarenta ou de 2020, há coisas sutis similares que estão acontecendo e elas podem parecer muito paralelas”, completou ele.