Joaquin Phoenix fala sobre polêmicas de o Coringa e Robert De Niro

Filme Coringa
Foto promocional de Joaquin Phoenix e o diretor Todd Phillips nos bastidores de Coringa (Divulgação/Warner Bros. Pictures)

Em entrevista à Varity Fair o ator Joaquin Phoenix, que poderá ser visto a partir de amanhã nos cinemas nacionais como o Coringa, falou sobre sua infância atípica, sua relação com o colega de trabalho Robert De Niro, e ainda sobre as polêmicas envolta do filme Coringa. Na entrevista em questão, Phoenix resgatou histórias da sua infância e do seu passado, muitas delas incomuns. Falou sobre momentos marcantes e trágicos, como o falecimento do seu irmão River Phoenix.

O ator falou sobre a vida com seus pais, que estavam envolvidos com o culto Children of God, antes da seita se tornar conhecida por suas práticas bastante obscuras, como a inserção do sexo na adolescência. Sendo que mais tarde eles abandonariam o antigo sobrenome “Bottom”, passando a usar o “Phoenix”.

E ainda destacou o episódio que o levou ao veganismo. Junto com seus irmãos River e Rain, acabaram vendo pescadores tratarem os peixes com violência e aquilo os deixou bastante impressionados. “Foi tão violento, tão intenso.”, disse, recordando que gritou com sua mãe, quando se tocou que os peixes que ele comia tinha o mesmo tratamento que aqueles que ele tinha acabado de ver.

“‘Por que você não nos disse que era o peixe?’ Lembro-me de lágrimas escorrendo pelo rosto… Ela não sabia o que dizer”, contou. Então quando a família se mudou para a Flórida, todos ele passaram a seguir o veganismo.

Já em Hollywood, em 1979, eles se reinventaram e viraram atores infantis, cantando e dançando, aparecendo em programas de TV, como “Family Ties” e “Hill Street Blues”, além de defenderem os direitos dos animais e o veganismo. Mais tarde a tragédia chegou, em 1993 seu irmão River faleceu, devido a uma overdose de drogas.

Depois de momentos tão marcantes, Joaquin seguiu fazendo carreira em Hollywood. O ator é bastante elogiado por suas diversas atuações, que inclusive lhe rendeu três indicações ao Oscar, sendo uma de Melhor Ator Coadjuvante pelo personagem Commodus no filme “Gladiador” (2000), e duas de Melhor Ator pelos papeis de Johnny Cash na cinebiografia “Walk the Line” (2005) e Freddie Quell no drama “O Mestre” (2012).

E hoje é destaque, com diversas críticas positivas para o seu desempenho no seu novo filme, como o personagem Coringa. Na entrevista ele deu resposta às polêmicas, dizendo que já esperava reações duras.

“Eu não imaginei que seria um filme que teria reações tranquilas. É um filme difícil. De certa forma, é bom que as pessoas tenham reações fortes a ele”, disse. Mas para Phoenix é preferível deixar o filme acontecer e passar sua mensagem sozinho.

“Você tanto pode dizer que ali tem alguém que precisa ter sua voz ouvida e ser entendido. Ou pode dizer que é alguém que desproporcionalmente precisa que um monte de gente preste atenção nele. Sua satisfação vem de onde ele está no meio de sua loucura.”, ponderou.

Filme Coringa
Todd Phillips e Robert De Niro em imagem promocional tirada dos bastidores de Coringa (Divulgação/Warner Bros. Pictures)

Colega de Joaquin no longa, Robert De Niro também é destaque e arranca bons elogios por onde passa. O ator é inclusive centro de admiração do intérprete do Coringa. “Ele é o meu ator americano favorito. Eu tenho a impressão que ele faz coisas em cena, com certos comportamentos e gestos, que acontecem mesmo se a câmera não está registrando.”

No entanto eles não interagiram muito no set. “Nós só falávamos: ‘Vamos trabalhar e nos relacionar como os personagens’. Fica mais simples, não tem muito motivo”, explica. Mas também houve uma situação um pouco desconfortável, quando De Niro pediu para todos lerem o script juntos.

Só que Phoenix não gosta muito dessas situações e acabou saindo do ambiente para fumar e disse “Não consigo mais, preciso ir pra casa”, quando seguido por De Niro. No entanto a situação foi resolvida com a ajuda do diretor Todd Phillips.

 

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), apaixonada por literatura, cartas e pela magia do cinema. Escritora de histórias e trajetos dos amores.