Juiz determina que Netflix pare de “roubar” funcionários da Fox

20th Century Fox
Logo do estúdio 20th Century Fox (Reprodução/20th Century Fox)

Desde 2016, a 20th Century Fox e Netflix vem brigando judicialmente por conta de contratos empregatícios. Tudo começou quando a Netflix contratou a produtora executiva Tara Flynn e o executivo de marketing Marcos Waltenberg. Em uma reportagem feita pela The Wrap em setembro de 2016, o porta-voz da Fox comentou sobre o processo.

Na época ele disse: “Entramos com esse processo porque acreditamos que a Netflix está desrespeitando a lei ao cortejar e incentivar funcionários da Fox a romper seus contratos”. E continua: “Pretendemos buscar todos os remédios possíveis para fazer valer nossos direitos e responsabilizar a Netflix por seu comportamento ilícito”.

Ou seja, a Fox alegou que a Netflix convenceu seus funcionários a quebrarem o contratos exclusivos que ainda estavam em vigor. Nesta semana, uma reportagem da Variety informou que o juiz Marc Gross do Tribunal Superior da Califórnia, em um documento de 48 páginas, sentenciou a Netflix a não mais “roubar” os funcionários da Fox.

Em uma parte do documento está escrito: “A Netflix está proibida de solicitar funcionários que estejam sujeitos a contratos de trabalho de longo prazo com a Fox ou induzi-los a violar seus contratos. Essa prática viola diversos atributos éticos e trabalhistas”.

A Netflix por sua vez comunicou que irá recorrer da decisão do Juiz e emitiu a seguinte nota: “Como o juiz Gross deixou claro, a Fox não conseguiu provar que foi ferida de alguma maneira quando dois executivos decidiram exercer seu direito de migrar para a Netflix. Os contratos ilegais da Fox obrigam os funcionários a permanecerem presos em empregos que não desejam mais, vivendo com salários muito abaixo da taxa de mercado. Continuaremos a lutar para garantir que as pessoas que trabalham na indústria do entretenimento tenham os mesmos direitos que praticamente todos os outros californianos e possam fazer suas próprias escolhas sobre onde querem trabalhar”.