Keke Palmer conta o que sentiu ao desafiar guarda nacional em protesto

Keke Palmer
Keke Palmer (Reprodução)

A atriz e apresentadora Keke Palmer foi uma das convidadas do programa Jimmy Kimmel da última quinta-feira, 11 de junho, e comentou o que sentiu quando se colocou à frente da guarda nacional em um dos protestos americanos que teve inclusive um vídeo viralizado, do momento em que ela pede que os policiais, marchem junto com o povo.

Com mais de 25 milhões de visualizações, o vídeo mostra que os profissionais se recusaram a isso, mas em solidariedade ao discurso dela, eles se ajoelharam, algo que ela hoje, considera algo que não deveria ser feito, afinal George Floyd, segurança negro assassinado por um policial, e que motivou todos os protestos por lá, perdeu a vida justamente por ter um policial ajoelhado sobre seu pescoço.

“Eu senti apenas que eles poderiam estar conosco, marchando conosco”, explicou ela através de uma videoconferência com o apresentador.

“Eu sinto que existe uma divisão sendo criada na sociedade agora, sob todos os ângulos, quer você esteja no exército, seja preto, branco, o que for. Eu apenas senti que todos nós precisamos nos unir e acho que fiquei realmente impressionado. Eu não sabia realmente o que estava dizendo, estava apenas falando de coração” – continuou ela.

“Temos o atual governo fazendo questão de fazer uma declaração sobre divisão. Eu senti que, vamos nos unir, vamos além disso, vamos além do que está acontecendo … Eu entendo que ele tem um trabalho a fazer, mas e se o seu trabalho lhe disser algo em que você não acredita?”

Antes disso, ela havia falado sobre a situação ao ser convidada para escrever uma coluna na revista Variety: “A supremacia branca é a opressão mais duradoura da América, mas não é a única. Nem todos podemos compartilhar a experiência negra disso, mas posso garantir que quase todo mundo neste país foi oprimido de uma forma ou de outra. É a realidade do que acontece quando a doença do racismo é validada através do sistema. Cria ainda mais divisão, nos dessensibiliza para a humanidade dos outros, a tal ponto que muitos podem ser facilmente cegos para as injustiças sociais abrangentes”.