Coronavírus estraga planos da Disney para Mulan

Pôster japonês de Mulan (Divulgação)

O coronavírus é uma preocupação em todo o mundo e começou a respingar de forma abrupta na indústria do entretenimento principalmente sobre a Disney, que se viu num beco sem saída em relação ao seu novo live-action, Mulan. O filme terá que encontrar uma nova data de estreia na China, enquanto o resto do mundo poderá assisti-lo em 26 de março. A situação de saúde é tão grave que a maioria dos cinemas em território chinês fechou as portas, assim como a Disneylândia de Hong Kong.

Em fevereiro, o ex-CEO da Disney, Bob Iger em entrevista à CNBC falou sobre a preocupação da empresa em relação aos novos negócios. “Nesse momento, nossos parques em Xangai e Hong Kong estão fechados, e não sabemos por quanto tempo. É difícil dizer por quanto tempo ficarão fechados, o que é uma preocupação para nós. Temos milhares de pessoas que trabalham nessa área do mundo, nos preocupamos com elas, e com todo o povo da China, é claro”.

Com isso, o impacto é enorme em cima dos estúdios. “Mulan, teria sido de grande interesse para a China, mas agora não temos certeza de quando irá estrear. A preocupação na mente de todos agora é o que está acontecendo com esse vírus, e onde vai chegar em termos de mexer com as pessoas”, continuou ele. Vale lembrar que Mulan segundo notícias anteriores possuía um investimento quase tão alto de produção quanto Vingadores, que custou 300 milhões de dólares, e sua não-estreia pode levar a Disney a um prejuízo devastador.

A Disney está mais preocupada com o adiamento da estreia do que os protestos contra o filme após a estrela do longa publicar uma mensagem de apoio ao governo chinês em sua rede social. A empresa acredita fortemente que a nostalgia é o que leva as pessoas aos cinemas para assistirem ao clássico de sua infância em nova versão, porém com o surto com a saúde mundial, a empresa teme que precise cancelar a estreia em outros mercados considerados importantes para a arrecadação como Itália e França.