Levantamento revela futuro preocupante sobre cinemas da China após pandemia

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Cinema (Imagem: Reprodução/Internet)

A China Film Association, entidade subordinada a Federação Chinesa de Círculos Literários e Artísticos (CFLAC), revelou dados bastante preocupantes sobre a reabertura de cinemas em toda a China, após passar a pandemia da COVID-19.

Os dados informados pelo órgão chinês foram obtidos pela revista Variety, e informam que 40% dos cinemas no país, poderão fechar as portas após a total reabertura dos setores econômicos no país. Vale ressaltar que boa parte desse efeito dramático, vem do longo período no qual os cinemas tiveram que ficar fechados, ou seja desde o dia 23 de janeiro.

Os números divulgados pela publicação representam um total de 5 mil cinemas, e quase 28 mil salas em toda a China, um dos países com o maior número de cinemas em todo o mundo. Os dados informados pela revista norte-americana revelaram uma piora na situação divulgada em abril deste ano pela principal consultoria da indústria cinematográfica da Ásia, a Artesan Gateway. 

Os dados de abril mostravam que na China, 2.300 cinemas poderiam fechar, ou que representaria um total de 12 mil salas. Um fato bastante importante, é que desde de 8 de maio o governo central da China permitiu a reabertura das salas, mas a burocracia de algumas regiões e cidades chinesas, tem inviabilizado que toda a indústria do entretenimento possa voltar de fato a operar no país.

A pesquisa também mostrou que os cinemas devem retomar o seu funcionamento normal já no mês de julho. Porém, a bilheteria só deve ainda levar uns seis meses para conseguir voltar aos números anteriores a pandemia. 

A situação mostra que na China os cinemas devem ter esse ano uma queda de 66%, em sua arrecadação, o que cairia de US$ 9,1 milhões em 2019, para US$ 3,05 milhões esse ano.

Os cinemas estão fechados desde o início da pandemia. Uma abertura foi anunciada no fim do último mês de março, mas logo as medidas de proibição foram retomadas, após autoridades de saúde do país confirmarem mais  casos da COVID-19.