Dakota Fanning em Sweetness In The Belly (Reprodução)

Um mal entendido causado pela imprensa colocou a jovem atriz Dakota Fanning em maus lençóis, tudo devido ao seu novo filme, Sweetness In the Belly. O público não perdeu tempo e inundou as redes sociais da atriz com críticas à sua escalação.

No filme, baseado no livro de Camilla Gibb, Dakota vive Lilly Abdal, uma jovem de origem britânica abandonada em um orfanato na África e que cresceu muçulmana. Ameaçada pelos conflitos civis na Etiópia, ela foge para o Reino Unido como imigrante, entrando em contato pela primeira vez com uma nova cultura.

As críticas surgiram quando o público entendeu que Fanning interpretaria uma personagem de origem etiopiana, entrando para uma longa lista de atores e atrizes brancos que se apropriam de outras descendências em filmes e séries de tv, como foi o caso de Scarlett Johansson em “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”. O feedback negativo foi tanto, que ela precisou esclarecer o ocorrido em seu Instagram.

Para que fique claro. No meu novo filme, ‘Sweetness In the Belly’, eu não interpreto uma mulher de origem etiopiana, mas sim uma britânica que é abandonada pelos pais aos 7 anos na África e cresce muçulmana. Foi um grande privilégio poder contar essa história“, escreveu ela.

Representatividade

A correção do mau entendido acalmou os ânimos de alguns, porém outros continuam a chamar a atenção para o fato de que o filme e a história foram desenvolvidos de maneira a privilegiar e focar em uma personagem branca, enquanto negros e especialmente etiopianos raramente são protagonistas no cinema e na tv.

Curiosamente, a atriz Saoirse Ronan (Lady Bird, Brooklyn) havia sido anteriormente confirmada no papel principal, até que Dakota ocupou seu lugar. Ela recentemente esteve nos cinemas com “Era Uma Vez… Em Hollywood”. Sweetness In the Belly estreia no Festival de Cinema de Toronto, que começa hoje no Canadá.

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