Mansão Bly: Diretor explica que nem os atores sabiam que fantasmas estavam em cena

Dani (Victoria Pedretti) em A Maldição da Mansão Bly
Dani (Victoria Pedretti) em A Maldição da Mansão Bly (Divulgação/ Netflix)

A Maldição da Mansão Bly, trouxe para a narrativa algo que sua temporada anterior havia começado a trabalhar: a aparição da fantasmas e assombrações no fundo das imagens. Elas não estão lá à toa, e sim por um motivo, mas é necessário prestar muita atenção a cenas para perceber que elas estão lá a todo momento. Se em Residência Hill, essas criaturas escondidas sob a falta de foco das lentes das câmeras serviram apenas como um jogo de caça aos easter-eggs, o showrunner da série explica que em Bly existia um propósito maior para todas elas.

“Na primeira temporada, foi realmente apenas um pequeno tempero que queríamos colocar ali. Não queríamos fazer nada com aquilo a não ser criar esse tipo de capacidade de repetição e, com sorte, assustar algumas pessoas. Nós o executamos colocando figurantes vestidos e maquiados todos os dias de prontidão, geralmente ficavam apenas comendo doces e esperando suas cenas. Procuraríamos uma oportunidade para incluí-los. Seria tão rápido quanto depois de terminarmos o primeiro ensaio da equipe ‘Veja se podemos encontrá-los em algum lugar’, dizíamos. Nesta temporada, porém, não queríamos fazer isso de novo. Para Bly, era importante que pudéssemos encontrar uma maneira que os fantasmas pudessem realmente fazer parte da narrativa ao invés de tantos rostos aleatórios. Tínhamos que mantê-los lá, o que é difícil para um artista, desempenhar um papel em que, com sorte, nunca o notaremos e, com sorte, você não terá visto até o final, mas eu queria que realmente se encaixasse na história e que descobriríamos eventualmente quem eles eram”.

Mas para manter o clima, Flanagan escondeu isso até dos próprios atores. Os figurantes eram colocados a postos no set de filmagens antes mesmo dos atores principais das cenas aparecerem. “Eu sempre tentava não dizer ao elenco se haveria um fantasma na cena. Eu gosto de mexer com eles desse jeito. Às vezes, eles não perceberam até que sua tomada tivesse acabado, aí se viraram e viam alguém na lareira”. O diretor garante ainda que não era incomum esquecer que algum figurante estava ali devido a quão bem eles estavam escondidos no cenário. “Ocasionalmente, esquecemos deles. Nós os enterramos tão profundamente no fundo, que acontecia com o médico da praga o tempo todo nas externas. Nós o colocaríamos no lago bem fundo e estaríamos desesperados para manter nosso dia indo. Seguiríamos em frente e perceberíamos que o tínhamos deixado lá fora, na água. Esperando pacientemente para mandarmos ele se mexer novamente”, contou.