Maria Padilha fala sobre personagem gay em série do canal Brasil

Maria Padilha em cena com Fernanda Vasconcelos na série Rua do Sobe e Desce Número que Desaparece (Imagem: Reprodução / Canal Brasil)

Maria Padilha comentou em entrevista à coluna de Patrícia Kogut, do jornal O Globo, sobre a sua personagem na série Rua do Sobe e Desce Número que Desaparece. A produção está disponível no Canal Brasil Play. Na trama, ela interpreta Martha que vive um romance com Claudia (Fernanda Vasconcellos).

“Minha personagem, que é gay, se oferece para dar uma carona para ela e a deixa na porta de casa. Aí dá uma atacada, mas elas não vão muito em frente”, adiantou.

A atriz, de 60 anos completados em maio, analisa que apesar de personagens LGBT serem mais comuns ainda não são totalmente bem aceitos. “Eu ainda não sei se a aceitação é tão ampla assim. Na época de Amor à Vida, grande parte do público torceu para o beijo entre Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso). Sinto que nas séries esses temas são abordados de maneira mais natural, mas no geral há um longo caminho a percorrer”, desabafou.

Rua do Sobe e Desce Número que Desaparece acompanha a formação de um casal interpretado Fernanda Vasconcellos e André Arteche. A trama gira em torno de Claudia (Fernanda) que se mudou recentemente para o prédio onde Lourenço (Arteche) mora. Logo, a comissária de bordo e o diretor de teatro se tornam grandes amigos e se tornam inseparáveis.

Com seis episódios, a série traz referências a grandes autores da nossa literatura, como Antonio Botto, Manuel Bandeira, Walmir Ayala, Lucio Cardoso, entre outros. Paula Burlamaqui, Ilva Niño e Oscar Magrini também fazem parte do elenco. A direção e o roteiro é de responsabilidade de Luiz Carlos Lacerda, o Bigode.

Em breve, Maria também poderá ser vista na reprise de Mulheres Apaixonadas, no Viva. A volta da novela será uma forma de saciar o desejo dos fãs que sempre pedem pelo seu retorno à TV. 

“Eles comentam bastante nas minhas fotos das redes sociais. Estou esperando um papel legal. E eu não tenho esse negócio de achar que série é mais chique do que novela. No Brasil, a teledramaturgia tem muita qualidade. As novelas têm um nível, um elenco e uma produção que não deixam a desejar se comparadas às produções estrangeiras”, elogiou.

 

Amante das diversas formas de expressão cultural. Viciado em séries, e sempre por dentro das últimas novidades do cinema. Ama dramas e sempre tenta dar uma oportunidade para as fantasias, distopias e os longas de ação e terror.