Martin Scorsese (Reprodução)

Depois de quase uma década de planejamento, O Irlandês, novo filme de Martin Scorsese, chegou há poucos dias na Netflix. A distribuição por streaming se deu por motivos financeiros, e agora o diretor precisa “arcar” com as consequências, fazendo um pedido bem inusitado aos assinantes da plataforma.

Depois de passar semanas criticando os filmes de super-heróis – em especial os da Marvel – e acusando-os de destruir a instituição do cinema, Scorsese parece não ter levado em conta um fator bem particular que um tipo de serviço como a Netflix oferece: a possibilidade de assistir ao conteúdo onde e quando quisermos através da tela do celular.

“Nunca pensei sobre isso”, afirmou ele ao entrevistador Peter Travers do canal Popcorn. “Certamente eu diria que nos últimos 20 anos, fiz filmes tanto para televisão – e em termos de tamanho de tela – para o cinema. Nunca para um celular. Eu não sei como fazer isso. Gostaria de saber, mas não sei. Eu não entendo”.

Pedido

Ao mesmo tempo Martin admite que filmes serão feitos especificamente para serem vistos na tela dos celulares, mas adianta: “Bom, eu vou sugerir – se você quiser ver algum dos meus filmes, ou a maioria dos filmes – por favor, por favor não os veja em um celular, por favor. Um iPad, um iPad bem grande, talvez”, brincou.

Como diz o ditado o futuro é agora, já que a plataforma Quibi – que ainda nem estreou – já está revolucionado a maneira como o público consome cinema e tv em aparelhos móveis com seu novo modelo de streaming, e já é casa confirmada de grandes nomes de Hollywood.

Scorsese também compreende que um filme de três horas e meia requer algumas paradas: “Eu sei que é longo, mas se mesmo em casa você puder separar uma noite ou uma tarde para assistir, sem atender o telefone, isso pode funcionar”.  A entrevista completa (em inglês) pode ser conferida abaixo:

 

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