O Irlandês (Divulgação)

O icônico diretor Martin Scorsese mal saiu de uma intensa polêmica envolvendo os filmes da Marvel, e não perdeu tempo ao entrar em outra, dessa vez sobre seu mais novo projeto para a Netflix, O Irlandês.

Em nova entrevista para concedida à revista Sight & Sound, Scorsese afirmou que os efeitos especiais, conhecidos como VFX, são o futuro do cinema e em tempo, irão substituir a maquiagem tradicional.

Existe o costume no cinema do uso da maquiagem. Se você olhar para um filme antigo, o público tinha que aceitar que o cabelo dos atores tinha pó branco, você sabe que aquilo é maquiagem e que o bigode é falso, mas você compra a ilusão”.

O diretor usou então clássicos como ‘O Homem Elefante’ e ‘Pequeno Grande Homem’ como exemplos nos quais a técnica foi um empecilho. “Onde está o coração? Onde está a performance? Está lá porque o John Hurt é ótimo, mas eu sei que aquilo é maquiagem”, afirmou, explicando também que o VFX será superior a longo prazo porque “não limita as expressões faciais da forma como próteses podem fazer”.

Controvérsia

A afirmação pode parecer inofensiva, porém foi alvo de várias críticas nas redes sociais, uma vez que basicamente descarta o incrível trabalho dos profissionais da maquiagem, essenciais em todo e qualquer projeto, tanto que possuem sua própria categoria e devido reconhecimento durante a cerimônia do Oscar.

É importante mencionar também que os efeitos usados por Scorsese em ‘O Irlandês’ não agradaram a todos, especialmente a transformação do astro Robert De Niro, que foi comparada a renderização usada em personagens de video game. O elenco conta também com Joe Pesci, Al Pacino e Bobby Cannavale.

O resultado dos milhões gastos com a digitalização poderá ser conferido quando o longa estrear no catálogo da Netflix a partir de 27 de novembro.

 

O Irlandês (Divulgação)

Comentários

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui