Michaela Coel, de I May Destroy You diz que não se cobra para fazer a série perfeita

Michaela Coel em I May Destroy You
Michaela Coel em I May Destroy You (Reprodução)

A série I May Destroy You está fazendo bastante barulho nos Estados Unidos. Escrita, produzida e protagonizada por Michaela Coel, (de Chewing Gun, da Netflix), o programa da BBC exibido no resto do mundo pela HBO apresentou um episódio que mostrava uma das personagens numa situação incomum. A personagem principal, Arabelle visitou um grupo de pessoas que já passaram por violência sexual comandado por sua antiga conhecida Theo (Harriet Webb).

Logo, um flashback bastante longo mostra a jovem Theo (Gaby French) acusando um colega de escola negro de tê-la estuprado, quando na verdade isso não aconteceu. A garota, que cometia pequenos crimes a pedido do padrasto, manda mensagem para Ryan (Josiah Mutupa), e marca um encontro com ele, insistindo para lhe fazer sexo oral. Quando ele tira uma foto do momento sem o consentimento dela, ela o faz pagar dinheiro pela foto.

Não contente, ela se corta no canteiro da escola, e faz todos acreditarem que o garoto a violentou. Como ele tem uma foto dela no ato, acaba sendo acusado por todos. Para criar o programa, Michaela partiu de experiências pessoais, e revelou em entrevista ao The Hollywood Reporter que não usou nada específico para fazer com que as pessoas gostassem da história. “O que digo para mim mesma é ‘você fez seu trabalho, já está feito’, e com isso fico mais calma. Dediquei dois anos da minha vida a este projeto. Vejo essa série como sendo uma filha, e não sei forçar ninguém a gostar de uma filha. Passei a saia dela, trancei o cabelo, e foi o que pude fazer, o resto é angústia”.

Com a série, Michaela foi alçada a outro patamar, e provavelmente deve atrair olhares de produtores diversos, e ela falou que não existe nenhum papel específico que gostaria de fazer. “Eu realmente não tenho um papel em minha mente que adoraria fazer. Eu simplesmente amo ótimos roteiros. Não posso dizer que queria bancar um investigador legal até o Black Earth Rising de Hugo Blick aparecer na minha caixa de entrada. Então você nunca sabe…” concluiu.