Mike Flanagan revela as dificuldades na realização de Doutor Sono

Doutor Sono
Doutor Sono (Foto: Divulgação)

Desde que o filme Doutor Sono, atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros, começou a ser anunciado, muitos falaram que se tratava de uma continuação da história de O Iluminado, filme de 1980. Essa informação foi confirmada posteriormente pelo diretor Mike Flanagan, responsável pela produção mais recente. Para quem não sabe, as duas obras cinematográficas são adaptações de livros de Stephen Kings.

E, pelo fato de Doutor Sono ser uma sequência direta do primeiro texto de King, que foi levado às telonas pelo diretor Stanley Kubrick, foi preciso tomar muito cuidado não apenas para fazer a adaptação do romance Doutor Sono, mas também, para manter a continuidade com a história anterior.

Em conversa com o site de notícias de entretenimento Bloody Disgusting, dedicado às produções de terror, o diretor Mike Flanagan revelou quais foram essas dificuldades na realização do filme. Segundo o diretor, pontos da trama principal precisaram ser alterados e elementos de O Iluminado, de Stanley Kubrick, tiveram que ser incorporados.

“Eu acho que a marreta é mais perturbadora. Há a ideia de seu crânio abrir como uma uva com uma pancada da marreta. Mas o machado é icônico. Além disso, eu sempre achei o labirinto de cerca viva mais cinematográfico. Uma topiária precisaria ser feita digitalmente. Eu não queria me apoiar em CGI. Eu amo o labirinto. No livro, a topiária é impressionante, mas não seria prático de filmar”, disse o diretor ao Bloody Disgusting.

E continuou, destacando que o número do quarto mais assombrado do hotel no qual se passa a história também foi um problema. No filme de 1980, o quarto era 237. No livro, era 217. Houve essa mudança porque o hotel não gostaria de permitir uma associação com um quarto já existente.

“Isso foi um grande problema para nós. Inicialmente, eu encontrei uma forma de não precisar me comprometer, pois o hotel estava condenado, então, e se o número do meio tivesse caído com o passar das décadas e só restasse 2, depois um espaço e o 7? O público poderia escolher sua própria interpretação”, explicou Flanagan.

E completou: “Eu me senti um gênio, mas esqueci que nós tínhamos que fazer os flashbacks e acabou ficando bastante claro que tínhamos que escolher um lado. E, como estávamos reconhecendo a existência do filme do Kubrick, precisava ser o quarto 237”.

Possui Mestrado em Comunicação e Graduação em Jornalismo. Pesquisa cultura pop e também trabalha com o tema.

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