Morte de ex-apresentadora do The X Factor acende debate no Reino Unido

Olly Murs e Caroline Flack durante apresentação do The X Factor em 2015
Olly Murs e Caroline Flack durante apresentação do The X Factor em 2015 (Divulgação)

No último sábado (15), a apresentadora Caroline Flack, de 40 anos foi encontrada morta em seu apartamento em Londres. Uma das figuras mais populares da TV britânica, ela além de comandava um programa de rádio, era a apresentadora oficial do reality-show Love Island, além de já ter apresentado em 2015, o The X-Factor, ao lado do cantor Olly Murs. Após o choque inicial, o público começou a ir para o lado de fora de sua casa, lhe prestar as últimas homenagens.

Caroline havia sido presa e julgada por agressão após uma briga doméstica com o ex-namorado Lewis Burton. No tribunal em dezembro, a apresentadora negou todas as acusações, mas o caso pegou tão mal, que a emissora em que ela trabalhava, a ITV, a tirou do comando da edição de inverno do Love Island, que estreou em janeiro, colocando em seu lugar, sua amiga pessoal, Laura Whitmore.

Entre 2018 e 2019, dois ex-participantes do reality cometeram suicídio, o que fez com que o canal adotasse uma postura de cuidar melhor psicologicamente daquelas pessoas que estavam tendo suas vidas expostas, mesmo depois de o programa já ter ido ao ar, porém a emissora agora em 2020 recebeu duras críticas pela forma como lidou com a situação de Caroline antes de sua morte.

O editor executivo do tabloide The Sun havia escrito em suas redes sociais, que a apresentadora havia ficado perturbada pela ITV não ficar a seu lado, e afirmado que eles a estavam deixando “pendurada para secar”, o que foi considerado grosseiro por parte do público, que pediu a ele respeito pela situação. Um novo julgamento da apresentadora aconteceria no dia 4 de março.

Devido à sua morte, foi criada uma petição online pedindo que o governo do Reino Unido inicie um inquérito sobre a cobertura nefasta que a mídia faz em cima de figuras públicas. “As manchetes, o assédio e o julgamento da mídia precisam terminar e devem ser responsabilizados”, diz o documento encaminhado a Oliver Dowden, secretário de cultura do país. A petição até a noite de sábado já contava com cerca de 300 mil assinaturas.

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