“Natal Sangrento”: Bilheteria do remake de terror é decepcionante

Imogen Poots como Riley em “Natal Sangrento” (Imagem: Divulgação)

O remake de terror escrito e dirigido por Sophia Takal, Natal Sangrento, estreou na última sexta-feira, dia 13, nos Estados Unidos e também está em exibição em alguns outros países. Mas parece que o filme não tem chamado atenção. A produção da Blumhouse fracassou nas bilheterias.

Em seu primeiro final de semana, o longa arrecadou apenas US$ 4,4 milhões nos cinemas dos EUA. Já na bilheteria internacional foi até pior. Em 37 países, o terror conquistou míseros US$ 3,1 milhões. No total, o filme conseguiu arrecadar US$ 7,5 milhões, uma das piores estreias do estúdio. O remake de Takal ficou apenas à frente de “Jem and the Holograms”, que teve US$ 1,3 milhão.

 

No Rotten Tomatoes

Além da bilheteria decepcionante, no site agregador de críticas o remake de terror também agradou. São 62 avaliações da crítica especializada e uma aprovação de apenas 44%. O consenso diz: “Melhor que o remake de 2006, mas não tão nítido quanto o original, este Natal Sangrento esfaqueia os temas feministas oportunos, mas atinge principalmente a polpa familiar.”

Confira alguns dos comentários:

“Os fãs do original… podem não gostar da interpretação da escritora-diretora Sophia Takal, mas Natal Sangrento é um filme divertido, que dá o pontapé de literalmente esmagar o patriarcado.” – Kimber Myers, do Los Angeles Times.

“A meia hora final traz desenvolvimentos sobrenaturais ridículos, alguns saltos surpreendentes na dedução de Riley e o desmascaramento menos dramático da história na tela.” – Ed Potton, Times (UK).

“O [Natal Sangrento] parece principalmente pessoal e urgente, graças a algumas cenas de terror atmosféricas e a um diálogo nítido que reflete o mundo fora do cinema de maneiras que a maioria dos outros filmes de terror distribuídos em estúdio não faz.” – Simon Abrams, RogerEbert.com.

“A ideia de uma atualização de mulheres-vingadores sobre todos aqueles clássicos de terror é meio deliciosa; infelizmente, é desfeito no final por um script sem sentido.” – Leah Greenblatt, Entertainment Weekly.

“Takal e sua co-escritora April Wolfe espetam a masculinidade tóxica, o cânon literário masculino branco, a cultura de estupro, o patriarcado e a raiva masculina branca – todos embrulhados com um laço no elegante e divertido pacote de um horror de férias apoiado em estúdio.” – Judie Dry, indieWire.

“Infelizmente, o Natal Sangrento de Takal é muito mais comum, um objeto contundente em uma luta que exige facas afiadas ou explosivos.” – John DeFore, Hollywood Reporter.

 

Confira o trailer:

No Brasil, “Natal Sangrento” será lançado em VOD, mas ainda sem data definida.

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), apaixonada por literatura, cartas e pela magia do cinema. Escritora de histórias e trajetos dos amores.

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