Natalia Dyer explica o que a atraiu ao seu elogiado filme ‘Yes, God, Yes’

Natalia Dyer estrela Yes, God, Yes (Imagem: Divulgação/ Vertical Entertainment)

Lançado em VOD nos EUA na última terça-feira, 28, Yes, God, Yes traz Natalia Dyer (Stranger Things) no papel de Alice, uma adolescente religiosa descobrindo o sexo no início dos anos 2000. Dirigida e escrita por Karen Maine (Entre Risos e Lágrimas), a elogiada comédia dramática acompanha a garota de 16 anos fazendo grandes descobertas sobre o seu corpo, após uma conversa mais atrevida na internet. No entanto, depois de se sentir culpada, Alice decide participar de misterioso retiro religioso, na tentativa de acabar com seus impulsos. A missão se complica quando ela conhece um garoto bonito e eles começam a flertar.

Em entrevista concedida ao The Hollywood Reporter, a atriz protagonista foi questionada sobre o que a atraiu para a história. O filme é baseado no curto de mesmo nome, também estrelado por Dyer e lançado em 2017. “Na verdade, recebi um e-mail na minha caixa de entrada um dia de Karen Maine, e ela disse que trabalhava no ‘Entre Risos e Lágrimas’ [2014]. Eu era um grande fã de ‘Entre Risos e Lágrimas’, e então, lendo o roteiro, foi muito engraçado”, disse.

“O jeito que Karen escreve é ​​engraçado, mas também é apenas a experiência, sabe? Eu acho que sou um grande defensor da divulgação de qualquer tipo de narrativa feminina. E também, de certa forma, esse era parecido com a minha própria educação. Minha história não é a de Alice, mas definitivamente existem algumas semelhanças. E eu acho que eu podia dizer pelos escritos dela que nós definitivamente nos daríamos bem. Eu tinha um grande respeito pela visão dela, e era como ‘Sim, vamos lá'”.

Natalia Dyer explicou melhor: “Não é exatamente uma escola católica, mas eu fui para uma espécie de escola cristã particular quando criança. Eu sou do sul. Então, eu tive alguma experiência com um tipo de coisa semelhante”.

A atriz ainda destacou como a importância da história, que traz um olhar feminino sobre a sexualidade da mulher, que muitas vez é representada na produções sob a perspectiva masculina. “Como uma mulher de 20 anos, tive algumas oportunidades para pensar e olhar para trás”, revelou. “Eu também tenho uma irmã mais nova. E sei que meu senso de quem eu era ou poderia ou deveria ser como mulher – especialmente em relação ao sexo, prazer e sensualidade – foi moldado pelo filme. E acho que é por isso que o filme pode ser tão poderoso. Porque se essa é a narrativa, se esses certos tropos ou ideias continuam sendo tocados na sua frente, acho que isso mostra como: ‘Oh, é assim que devo ser. Isso é o que eu deveria ser. É assim que devo sentir, conversar, agir, parecer ou pensar’. Então, como você disse, acho que houve tantas iterações do olhar masculino das mulheres e de sua sexualidade que, sim, acho que é tão importante ter mais vozes femininas, perspectivas e narrativas sobre as meninas em geral, mas também em relação ao sexo e como elas fazem isso e se sentem sobre isso”.

Além de Dyer, o elenco do filme também conta com Timothy Simons, Alisha Boe, Wolfgang Novogratz, Susan Blackwell, Parker Wierling, Francesca Reale e Matt Lewis.

Yes, God, Yes ainda não tem data para ser lançado no Brasil.

Assista ao trailer:

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), apaixonada por literatura, cartas e pela magia do cinema. Escritora de histórias e trajetos dos amores.