Natalie Portman explica por que mudou de opinião e hoje apoia movimento contra polícia

Natalie Portman (Reprodução)

Natalie Portman declarou apoio ao movimento Defund The Police, depois que protestos do Black Lives Matter, e revelou em uma postagem no Instagram que seus amigos negros sentem terror da polícia, enquanto ela goza de seu privilégio branco. A estrela de Thor, que deve voltar no próximo filme do herói da Marvel falou que estava inclinada a ir contra o movimento que pretende cortar o financiamento que mantém organizações policiais nos Estados Unidos.

“Quando eu ouvi Defund The Police pela primeira vez, tenho que admitir, minha primeira reação foi temer. Durante a minha vida inteira, a polícia me fez sentir segura, mas aí estava o centro do meu privilégio branco: a polícia faz com que eu, mulher branca, me sinta segura, enquanto meus amigos negros, suas famílias e vizinhos sintam exatamente o oposto: a polícia faz eles sentirem terror”, começou ela.

Ela disse que a razão pela qual eles sentem isso é mais que justa, já que polícia é a sexta maior causa da morte de homens negros nos Estados Unidos. “Estes não são incidentes isolados. Eles são padrões e fazem parte do sistema de policiamento excessivo dos negros americanos. As reformas não deram certo”.

“Minneapolis, onde George Floyd foi morto, é uma das forças policiais mais progressistas do país, tendo passado por extenso treinamento anti-preconceito. Sou grata aos líderes que nos fizeram questionar o status quo. E quem nos fez imaginar como seria um mundo em que investimos em alimentar as pessoas (de educação, saúde, meio ambiente, abrigo) – em vez de colocar todo o nosso dinheiro em punição. Cheguei à maioridade na minha vida, em que, se me sinto desconfortável, considero a situação errada. E esse conceito inicialmente me deixou desconfortável porque eu estava errada. Porque o sistema que me faz sentir confortável está errado”, escreveu ela.

O movimento não busca abolir a polícia, e sim reduzir seus custos para investir esse dinheiro em serviços públicos para que a população sobretudo negra, não seja colocada sempre em posição vulnerável.