Netflix bate o martelo sobre o futuro da série Ninguém Tá Olhando

Ninguém tá Olhando
Ninguém tá Olhando (Reprodução)

Parece que a Netflix está mesmo focada em fazer o maior número possível de títulos de produções originais, sem se preocupar com a continuação deles. Nunca a empresa produziu tantos originais, e nunca cancelou tanto como agora, inclusive os nacionais. A nova vítima da tesoura afiada da empresa é Ninguém Tá Olhando, série nacional que estreou em novembro de 2019 na plataforma.

Segundo a própria Netflix, para o site F5, da Folha, a série não será renovada pois não alcançou um número esperado pela empresa, considerando seu custo de produção. Com apenas oito episódios, ela tem no elenco Kéfera, Projota, Júlia Rabelo, e é protagonizada por Victor Lamoglia.

Na história Lamoglia é Ulisses, um “angelus”, o primeiro criado em mais de 300 anos, que chega no Sistema Angelus, uma espécie de repartição pública, burocrática e mal equipada conhecida por ajudar os humanos da terra. Logo que chega, o rapaz tenta se inteirar sobre o funcionamento do local, que à primeira vista pode parecer uma representação do paraíso. Uli faz novos amigos, como Greta (Julia Rabelo), Chun (Danilo de Moura), e passa a questionar o sistema, inclusive as regras aparentemente sem sentido que todos obedecem sem se perguntarem o motivo.

Enviado para a terra para proteger uma humana, a empoderada Miriam (Kéfera Buchmann), Uli começa a quebrar diversas regras, fazendo com que seus amigos a quebrem também e acaba se apaixonando pela garota. Com isso, ele causa a infelicidade dela, separando-a de seu namorado para ficar com ela, e coloca dúvidas em sua cabeça ao se revelar como uma figura celestial.

“Esses angelus são seres que não existem, e possuem muitas diferenças do que as pessoas estão acostumadas. Eles ficam invisíveis, mas não atravessam paredes. Eles não voam. Pegam ônibus, são mais humanos do que a gente pensa”, explicou o diretor Daniel Rezende, que já foi indicado ao Oscar de melhor edição pelo filme Cidade de Deus, em 2002. Ele disse que a intenção da série não era ferir ou criticar qualquer tipo de crença, e sim questionar crenças e narrativas prontas, e reinventar de forma divertida a mitologia em torno dos anjos.