Fãs de animação japonesa acusam Disney de plágio (Reprodução)

Quando a Disney lançou O Rei Leão em 1994, o mundo inteiro se encantou com a história, os personagens e as belas imagens do que se transformaria no maior clássico de animação da história do estúdio. Entretanto, o público japonês tem desde sempre acusado a empresa de plagiar o trabalho de Osamu Tezuka, criador do mangá Kimba, O Leão Branco nos anos 60. Com o enorme sucesso de bilheteria da versão live action, as acusações retornaram com força total.

A história é antiga, mas os fãs nunca esqueceram. E com razão, haja vista que as similaridades são fortes demais para serem consideradas apenas coincidência, e aqueles familiarizados com o trabalho de Tezuka não demoraram a acusar o plágio. Ambas as propriedades focam em filhotes de leão, Kimba e Simba, e em seus pais que são mortos no primeiro ato. Enquanto a versão japonesa tem o vilão Garra, que possui uma cicatriz no lugar do olho esquerdo, o americano é chamado Scar, e tem uma cicatriz no mesmo olho. Tanto Simba quanto Kimba tem amigos na forma de um babuíno e de um pássaro. Existem até mesmo artes conceituais antigas que mostram Simba desenhado como um leão branco. Além disso várias das cenas dos dois desenhos se repetem quase perfeitamente, incluindo o momento clássico no qual a imagem de Mufasa aparece desenhada nas nuvens.

Consequências

Mesmo sem nunca ter resultado em uma ação legal, as acusações foram rebatidas pela Disney, cuja equipe garantiu nunca ter sequer ouvido falar de Osamu Tezuka, o que seria basicamente impossível devido ao seu status como mestre do mangá japonês, que faleceu em 1989. Especialistas garantem que se levado à justiça, na época, o estúdio americano poderia ter enfrentado grandes problemas. Quanto aos fãs, esses continuam esperando que a inspiração seja ao menos reconhecida oficialmente, em memória do artista.

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