Olhos Que Condenam desbanca Chernobyl e fatura prêmio

Olhos que Condenam
Olhos Que Condenam, série da Netflix (Imagem: Divulgação)

Produção do serviço de streaming Netflix, a série Olhos Que Condenam conseguiu um feito inédito esta semana. Na última segunda-feira (2), a trama da plataforma de streaming norte-americana desbancou a favorita Chernobyl, da HBO, e levou para casa do Prêmio de Série Revelação de 2019, oferecido pelo Gotham Awards, que ocorreu em Nova York. E as atrações seguem disputando prêmios entre si.

As informações foram divulgadas pelo site Notícias da TV. De acordo com o portal, essa briga vai continuar se repetindo, sobretudo no Globo de Ouro, já que as duas séries podem concorrer ao Prêmio de Melhor Minissérie. Entretanto, ainda não se sabe se essa disputa vai acontecer, já que os indicados a concorrer ao prêmio ainda não foram revelados e devem sair apenas no próximo dia 9 de dezembro.

Antes da conquista, a série da Netflix acabou gerando um revés para a empresa, de acordo com informações divulgadas no mês de outubro. Na ocasião, a companhia começou a ser processada por uma empresa especializada em técnicas de interrogatório por conta de uma cena da minissérie. A diretora da atração, Ava DuVernay, também se tornou alvo do processo.

A informação foi divulgada pela jornalista Patrícia Kogut em sua coluna no jornal O Globo. Conforme noticia a publicação, o quarto episódio da atração cita o Método Reid de Interrogatório, que é propriedade da empresa John E. Reid and Associates. No episódio, um personagem acusa a polícia de fazer uso da técnica para arrancar confissões falsas dos jovens que foram condenados indevidamente por um estupro no Central Park, conforme gira a história da trama.

A abordagem do método pela minissérie da Netflix gerou o processo, que pede uma liminar para impedir a plataforma de distribuir o produto em seu catálogo da forma como está editado atualmente. Além disso, há a reivindicação de parte dos lucros obtidos pela Netflix com a minissérie Olhos Que Condenam, conforme relata Kogut. Vale destacar que, no processo, há a alegação de que o trecho citado acima descaracteriza a técnica, que, segundo o processo, não envolve coerção e diz que é falsa a afirmativa de que ela foi “universalmente rejeitada”, como afirma um trecho do quarto episódio de Olhos Que Condenam.

Possui Mestrado em Comunicação e Graduação em Jornalismo. Pesquisa cultura pop e também trabalha com o tema.