Ousado, diretor ‘burla’ quarentena para voltar a gravar série da Netflix

Baltasar Kormakur
Baltasar Kormakur (Reprodução)

Devido ao coronavírus, a indústria do entretenimento foi seriamente afetada, e algo que só havia acontecido discretamente durante a greve dos roteiristas no fim de 2007 se transformou em um pesadelo dos estúdios, produtoras e emissoras de TV. Além de eventos cancelados, as produções de séries e filmes foram suspensas pela impossibilidade de aglomerações por questões de saúde. Mas isso não vale para todo mundo já que o diretor de séries da Netflix, Baltasar Kormakur, parece ter conseguido burlar a regra.

Enquanto Hollywood estuda maneiras de possibilitar que as produções de séries retornem em segurança, o cineasta islandês que subiu o Everest em condições climáticas desfavoráveis para o filme homônimo, já está rodando Katla, seu drama sobrenatural em oito episódios, adotando como medidas testes frequentes e utilização de seu próprio estúdio.

A série começou a ser filmada antes da COVID-19 se espalhar, e voltou há cerca de três semanas com uma equipe reduzida. “Tudo foi feito de uma maneira segura. Sinceramente, acredito que você provavelmente está mais seguro nesse set do que em qualquer outro lugar. Como vivo com quatro filhos, variamos de seis a oito em casa e você não pode mantê-los em casa. Eu acho que por causa da quarentena e das medidas que fizemos no set, ele realmente se tornou um local muito seguro”, disparou ele em entrevista ao site Deadline.

O diretor ainda conta que a utilização de seu próprio estúdio representou um tipo de salvação para a continuação dos trabalhos. “Definitivamente nos ajudou. Abrimos um estúdio realmente grande há alguns anos e é provavelmente um dos maiores da Europa, com 45.200 pés quadrados. Está em uma área isolada e em muito boa forma, vamos colocar dessa maneira. Assim, poderíamos controlar com muita facilidade, ou realmente com muita clareza, a quantidade de pessoas no espaço. Eu criei um tipo de sistema de espaçamento com código de cores para que as pessoas com as mesmas cores saibam qual grupo eles são e só são permitidas em determinados espaços. Nunca haverá mais de 20 pessoas da mesma cor. Dessa forma, poderíamos separar o estúdio em quatro espaços principais e minimizamos a equipe e tentamos manter a distância de dois metros”.

Segundo Baltasar, toda sua equipe é testada diariamente por uma empresa privada de DNA, e mede as temperaturas de todos os seus colaboradores, assim como higieniza tudo e mantém seguranças o tempo todo nos sets. Será que dá certo?

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