Para assegurar representatividade, Oscar muda regras de indicação

Oscar Logo (Divulgação)Oscar Logo (Divulgação)

Há muito tempo, vários artistas vem lutando por mais representatividade nas produções cinematográficas. Nesta terça-feira (8), a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, deu um passo importante nessa direção ao anunciar novos requisitos para indicações de filmes ao Oscar.

As mudanças visam maior representatividade tanto dentro quanto fora do filmes. Para que isso ocorra, a academia se baseou em quatro pilares que podem ser conferidos clicando aqui.

Resumidamente, as novas regras da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas preveem que pelo menos um dos atores principais ou coadjuvantes de destaque deve pertencer a uma etnia ou grupo racial pouco representado; Pelo menos 30% de todo o elenco em papéis secundários ou menores devem pertencer a dois grupos pouco representados; a história principal, tema ou narrativa deve ser centrada em um grupo pouco representado.

Mais mudanças no Oscar

Sobre a liderança criativa e equipe do projeto, deve haver pelo menos dois membros que pertencentes a um grupo pouco representado; Pelo menos seis membros da equipe devem pertencer a um grupo pouco representado; Pelo menos 30% da equipe técnica inteira deve pertencer a um grupo pouco representado.

A respeito do Acesso à Indústria e a criação de oportunidades, a regra exige que o produtor ou distribuidor do filme deve financiar aprendizado/estágio remunerado para pessoas de grupos pouco representados; A companhia responsável pela produção, distribuição e financiamento do filme deve oferecer oportunidades de emprego ou capacitação para pessoas de grupos pouco representados.

Por fim, sobre o desenvolvimento com o público, o estúdio deve ter executivos sênior de grupos pouco representados em suas equipes de marketing, publicidade e distribuição.

As nova regras começarão a valer a partir de 2022, e serão obrigatórias a partir de 2024. Em um comunicado o presidente da Academia David Rubin e a CEO Dawn Hudson afirmaram: “Acreditamos que esses padrões de inclusão sejam o catalisador de uma mudança duradoura e essencial na nossa indústria”.

As medidas vem ao encontro de outros avanços que já vem ocorrendo. Um exemplo prático é o maior número personagens LGTBQ+ em filmes, assim como um aumento de protagonistas negros e mulheres, como também trabalhando como diretores.

Formado em administração e psicologia. Adora cartoons, animes e series animadas. Atualmente faz curso de desenho com especialização em cartoons.

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