Pedro Bial (Foto: Divulgação)

Na última semana durante uma entrevista para o programa Timeline, da Rádio Gaúcha, o apresentador Pedro Bial fez dura críticas ao documentário brasileiro Democracia em Vertigem. O documentário fala sobre o processo de impeachment de Dilma Roussef e a prisão de Lula. A produção ganhou mais destaque por ter sido indicado ao Oscar.

Durante a entrevista Pedro Bial disse que o documentário tira conclusões sem um raciocínio inicial e acrescentou: “[O filme] vai contando as coisas num pé com bunda danado”. “É um filme de uma menina dizendo para a mamãe dela que fez tudo direitinho (…)”, ele disse, o que muitos interpretaram como um comentário misógino.

E continuou: “(…) que ela está ali cumprindo as ordens e a inspiração de mamãe, somos da esquerda, somos bons, não fizemos nada, não temos que fazer autocrítica. Foram os maus do mercado, essa gente feia, homens brancos, que nos machucaram e nos tiraram do poder, porque o PT sempre foi maravilhoso e Lula é incrível”.

O apresentador ainda disse: “É uma ficção alucinante. É mais que maniqueísmo, é uma mentira”. Apesar das críticas, Bial comentou que o filme tem seus méritos: “Depois que vi Indústria Americana [outro dos indicados], acho que a Academia dá o prêmio ao filme brasileiro”.

Após a polêmica, Pedro Bial publicou uma nota no site O Globo onde falou sobre o ocorrido e pediu paz. “É com a carcaça moída e esfolada de tanta pancada virtual que venho a público acenar: bandeira branca. Amor. Eu peço paz”, ele começou. 

“Esta semana, experimentei, mais uma vez, o que é estar na parte linchada de um linchamento virtual. Eu, que vivo de acolher as opiniões das pessoas, caí na temeridade de dar a minha”, Bial continuou em seu texto. “Eu não peço desculpas, nem peço que me peçam desculpas”, escreveu.

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