Por que os prequels fascinam tantos fãs de TV e cinema?

Os prequels carregam em suas costas uma má fama terrível. Porém, seu conceito é bem mais criativo do que o de uma sequência. Até porque uma sequência é, no final das contas, entregar para o espectador um “mais do mesmo”, mantendo todos os elementos argumentais, da indústria ou lógica.

A sequência é a matemática do serial, tão velha como o próprio cinema e cujas origens literárias se remontam a muito antes da sétima arte, mas partindo de obras que não estão originalmente pensadas para serem em série.

Já os prequels adicionam um matiz que, no papel, deveria ser elogiada por todos nós: não são “mais do mesmo”, mas sim um salto atrás no tempo para mostrar as origens de um personagem, uma relação ou uma vitória desse protagonista.

Há um interesse (sempre teórico) em indagar os porquês. Por que algo do passado influenciou no futuro? Mas isso, é claro, é na teoria: de uns tempos para cá, as prequels não são mais do que uma fórmula a mais para gerar franquias mantendo uma marca famosa, mas sem ter que recorrer necessariamente aos astros principais que deram fama para uma franquia de série ou filme.

Ou seja, é uma sequência onde o espectador entende que, pela lógica, precisa mudar atores e cenário, algo que no ponto de vista de negócio é muito atraente e lucrativo.

A Disney recorre o tempo todo para as prequels. Nas obras da Lucasfilm, da Marvel, entre outras. A Paramount agora vai apostar no prequel de Grease, mostrando como Danny e Sandy se conheceram naquele famoso verão ao qual eles fazem referência com a música Summer Nights. E esses são apenas alguns exemplos sobre como os prequels se assentaram em definitivo na máquina de Hollywood.

E tudo indica que a moda dos prequels não vai chegar ao fim tão cedo. Ou nos acostumamos com isso, ou forçamos uma mudança, indicando com audiência em massa qual é o tipo de série ou filme que queremos ver.