Projeto do Ministério da Economia pretende acabar com a meia-entrada em todo o país

Paulo Guedes, ministro da economia, deve encabeçar projeto que pode acabar com a meia-entrada no Brasil (Imagem: Reprodução/GloboNews)

O tema é polêmico, e já foi fruto de muita discussão e até mesmo de humor, como a piada feita pelo Porta dos Fundos que dizia: “a meia é a nova inteira, e a inteira é o novo dobro”. A meia-entrada chegou a representar quase 80% de toda a bilheteira dos cinemas brasileiros em 2019. Já à venda de ingressos na categoria de inteira, vem caindo consecutivamente há três anos. Os dados são da Ancine – Agência Nacional do Cinema.

Os dados são tão fortes, que fizeram com que o órgão regulador abrisse uma consulta pública, na qual tenta avaliar os impactos da obrigatoriedade da meia-entrada, em relação aos possíveis impactos no mercado exibidor.

Mesmo com a discussão aberta até o dia 13 desse mês, o Ministério da Economia já se mostrou completamente a favor da extinção total do benefício da meia-entrada. O órgão tem levado em conta, os dados informados pela SBC- Sistema de Controle de Bilheteria, meio no qual a Ancine tem acesso aos números de mais de 3 mil salas de cinema em todo o país.

Vale ressaltar que os dados são fornecidos em tempo real, e demonstram de um modo analítico, os números de venda de ingresso por categoria, dia, horário e filme.

A grande totalidade das meias-entradas que foram concedidas 2019, ou seja 60%, é fruto de inúmeras leis que existem no Brasil que garantem a diversos grupos a meia-entrada, dentre eles estudantes, jovens de baixa renda, pessoas com deficiência, e ainda adultos com mais de 60 anos.

“O Brasil tem há muitos anos essa prática de criar distorções, em que se oferece um preço diferente para um certo grupo, e o que acontece é que o custo tem que ser coberto e preço cheio acaba ficando muito maior. Se todo mundo paga meia, a meia vira a entrada cheia”, afirmou Marcos Lisboa, ex-secretário de Política Econômica e presidente do Insper ao UOL.

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