Regina King conta como convenceu produtores a conquistar posto de diretora de cinema

Regina King
Regina King (Divulgação)

Alguns artistas realmente não param. É o caso de Regina King, que depois de protagonizar a série Watchmen da HBO, e conseguir ser indicada a diversas categorias no Emmy deste ano, está pronta para mostrar ao mundo seu trabalho como diretora de cinema. Em uma entrevista para o site Deadline, ela eplicou que estava completamente ansiosa e apreensiva ao ver o filme em que ela trabalhou, chamado One Night in Miami estrear no Festival de Veneza.

“Estou muito animada e ansiosa. Pegue um dicionário de sinônimos e procure pela palavra ansioso e verá que estou todas aquelas coisas”, disparou. Tendo dirigido episódios de Scandal e This is Us, ela ficou sabendo sobre a existência do roteiro quando estava gravando Watchmen. O filme narra um encontro entre figuras icônicas dos Estados Unidos como Cassius Clay (Eli George), Malcolm X (Kingsley Bem-Adir), Sam Cooke (Leslie Odom Jr) e Jim Brow (Aldis Hedge), que discutem em uma noite suas vivências de violência, e começam a pensar como podem fazer para definirem um mundo livre de preconceito racial. O roteiro foi adquirido pela Amazon, e nasceu de uma peça teatral do mesmo nome, escrita por Kemp Powers, que imaginava a conversa entre aqueles homens.

One Night in Miami
One Night in Miami (Divulgação)

“Em termos do roteiro de Kemp, eu nunca tinha ouvido ou visto uma história que capturasse tão perfeitamente a experiência do homem negro na América. Quando se trata de conversas sobre homens negros e histórias sobre homens negros, vulnerabilidade e força geralmente não são palavras usadas em conjunto para descrever essa situação, mas definitivamente funcionam em conjunto aqui. É por isso que um filme como Moonlight foi tão bonito e atinge você de forma tão diferente, porque você não tem muitas vezes a oportunidade de ver essa vulnerabilidade e força ao mesmo tempo”, explicou a atriz e diretora.

Segundo King, ela precisou convencer aos produtores de que ela era a pessoa ideal para dirigir o longa, porque nenhuma pessoa branca conseguiria capturar aquela essência: “Decidi na minha mente que não havia mais ninguém para contar essa história a não ser um negro. Senti que, como mãe, filha e sobrinha negra, essa era a história e a situação do meu filho, pai e tio, tanto quanto Jim Brown, Sam Cooke, Cassius Clay ou Malcom X”.