Roteirista de De Volta Para o Futuro diz que censura em cena não é culpa da Netflix; entenda

De Volta Para o Futuro Parte II
De Volta Para o Futuro Parte II (Reprodução)

Os fãs ficaram revoltados ao descobrirem há algumas semanas que a Netflix havia cometido um tipo de censura em relação ao filme De Volta Para o Futuro – Parte II. A tal censura em questão acontece quando o protagonista Marty McFly encontra uma revista erótica masculina dentro de um almanaque esportivo. A versão editada corta alguns segundos que mostram a descoberta do rapaz. Agora, Bob Gale, roteirista da trilogia pediu que as pessoas não se revoltem contra a Netflix pois não é sua culpa.

“A culpa é da Universal, que de alguma forma forneceu à Netflix uma versão editada do filme”, ​​disse Gale. “Aprendi sobre isso há 10 dias com um fã de olhos de águia e o estúdio corrigiu o erro. A versão [da Netflix americana] agora é a versão original, sem censura, sem edição”, disparou ele em entrevista ao site The Hollywood Reporter.

“Aparentemente, essa era uma versão estrangeira que nem o diretor Robert Zemeckis nem eu sabíamos que existia, provavelmente feita para algum país que teve um problema com a capa da revista Oh La La. Pedi que o estúdio destruísse essa versão. Para informação, a Netflix faz não editar filmes – eles executam apenas as versões que são fornecidas a eles. Portanto, eles são irrepreensíveis. Você pode direcionar sua ira para a Universal, mas acho que eles serão muito mais cuidadosos no futuro – e com ‘o Futuro'”, prosseguiu o autor.

Toda a celeuma em torno da tal cena editada aconteceu após os variados casos em que o Disney Plus alterou o conteúdo dos filmes no streaming, mas existe aqui uma diferença fundamental: A Disney era dona daquele conteúdo, e a Netflix só é dona de suas produções originais e não pode alterar propriedades intelectuais de outros. Ela alterou por exemplo, a cena de suicídio da primeira temporada de 13 Reasons Why.