Roteiro original de John Wick, era bem diferente, garante diretor

“John Wick” (Foto: Divulgação)

A franquia John Wick, protagonizada por Keanu Reeves é uma das mais sangrentas do cinema. Repletos de armas, e dezenas de mortos, seus roteiros nem sempre foram assim, pelo menos é o que garantiu Chad Stahelski, diretor e roteirista do primeiro longa afirmando que ele contava com apenas três mortes, antes de seu envolvimento. Uma vez que ele embarcou no projeto, as sequências de ação eventualmente evoluíram ao ponto de banhos de sangue.

“Acho que ele [Reeves] me enviou numa sexta-feira e eu li talvez naquele dia e pensei nisso no fim de semana”, falou ele ao site ComicBook.com. “Foi muito mais contido. Acho que apenas três pessoas morreram no roteiro original, duas em um acidente de carro. Era muito, muito mínimo, e era um pouco diferente. Eu li, e sempre tive essa ideia sobre mitologia grega e como contar mais uma história em formato de fábula, fazer um filme de ação surreal para que não fosse tão fundamentado e cinza, apenas algo diferente.”

Na internet, os fãs já chegaram a contar as mortes que acontecem no filme, e se depararam com cerca de 80 mortes, mas ainda era algo leve, já que o segundo filme teve 128, e o terceiro um pouco menos, 94. Segundo Stahelski, ele e sua equipe nunca discutiram intencionalmente aumentar o número de mortes nos filmes.”As pessoas brincam com isso [a contagem de mortes], mas do jeito que coreografo com meus caras e outras coisas, nós apenas coreografamos movimentos e colocamos peças e tentamos fazer esse tipo de dança balé, performance ao vivo para tudo. É que quando você atira na cabeça das pessoas, elas não podem se levantar para que você possa reutilizar um dublê. Toda vez que Keanu se move, ele faz dois meios círculos. Ele matou cinco caras. Então eu tenho que continuar usando mais e mais dublês”, continuou ele.

“Eu acho que, apenas por natureza, porque Keanu ficou muito melhor com a coreografia e as artes marciais e o movimento e nós mudamos tanto de armas e temos peças maiores, que, apenas por sua própria natureza, porque a cena cresce, a contagem de corpos cresce. Mas nós não começamos a dizer, ‘Ok, o que estava no número três? Como vamos vencê-lo para o número quatro? Nós apenas coreografamos e isso acontece”, garantiu ele.