Saiba como foi o processo de criação do Dr. Manhattan na série Watchmen

Yahya Abdul-Mateen II em Watchmen
Yahya Abdul-Mateen II em Watchmen (Reprodução)

Watchmen, minissérie da HBO baseada nos quadrinhos da DC Comics está concorrendo a dezenas de Emmy neste ano. O programa comandado com Damon Lindelof, responsável pelos sucessos de The Leftovers e Lost, mostra uma nova leitura da história, que se passa em um universo alternativo do século 20, em que vigilantes, antes celebrados pela população, passam a ter sua ação proibida pela polícia, e essa mesma polícia passa a trabalhar com máscaras sem revelar sua identidade para não ficar na mira de um grupo que prega supremacia branca chamado Sétima Cavalaria. O programa conta com inúmeros efeitos visuais, trabalhados por Erik Henry, que contou em entrevista quais foram seus maiores desafios, entre eles recriar Dr. Manhattan, um dos personagens mais poderosos das HQ’s.

O profissional foi indicado por um amigo, que trabalhava na HBO e ficou sabendo que o canal estava recrutando alguém criativo, que pudesse trabalhar em um show descrito como ‘fora da curva’. Quando alguém da direção entrou em contato Henry quase recusou achando que seria uma espécie de remake do filme de Zack Snyder de 2009. Quando ele soube que Lindelof estava no comando, ele topou ser supervisor de efeitos sem nem perguntar: “Ela disse que Damon estaria no comando, e eu amo The Leftovers, porque ele sempre faz você pensar. Esse é o tipo de televisão e filmes de que gosto, então foi assim que me envolvi”, disparou.

Sobre o Dr. Manhattan, ele explicou que essa foi a pauta de uma de suas primeiras reuniões com o showrunner, e que eles não queriam fazer com que ele ficasse brilhando a cada aparição, algo que seria inviável tanto em termos de trabalho como de orçamento, sem contar o fato de que Damon achava a ideia pouco original. “Eu disse: ‘Tenho certeza de que há algo que pode ser feito com tinta, mas me pergunto se as pessoas vão querer algo mais. Você tem que dar algo a elas’. Então, nós surgimos, bem ali naquela reunião, com o conceito de, ‘Talvez quando ele está exercendo seu poder, é quando ele brilha’, e fomos nessa direção. Fizemos extensos estudos sobre como seria a musculatura, o esqueleto e o sistema cardiovascular se você visse através da pele, o que foi muito legal. Houve um ótimo trabalho feito por Hybride em Montreal, nos estágios iniciais. Mas nós olhamos para ele e era um pouco clínico demais. Então, [Damon] disse: ‘Vamos apenas tentar o brilho’”, contou o profissional ao site Deadline.

“Acabamos indo para uma empresa chamada Gradient Effects aqui em Los Angeles. Eles trabalharam muito com um software que criaram, chamado Shapeshifter, que oferecia a capacidade de rastrear a forma humana. Então, você pode fazer as pessoas andarem e falarem e aplicar algo em suas peles mais tarde ou substituir seus olhos mais tarde. Parecia um ajuste perfeito para esse tipo de trabalho, então foi o que fizemos. Nós o pintamos e o rastreamos, e o resultado realmente demorou muito. Damon foi muito exigente, ‘Eu não quero encher a sala com luz, seu brilho. Um pouco está bem, mas [deveria ser] apenas algo que as pessoas perguntem Ele está pintado ou a tinta é realmente bioluminescente de alguma forma?’. Então, eu acho que é uma mistura muito boa. Ele sempre me disse que queria ser capaz de ter o ator de verdade, porque sentia que a emoção, obtê-la por meio da atuação, era mais importante do que apenas ser um cara brilhante. CG completo era algo em que ele nunca se interessou”, concluiu.

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