Saiba quanto a Disney faturou com Mulan no streaming

Mulan (Disney/Divulgação)

Há alguns dias, alguns chefões de estúdio de Hollywood declararam não entender bem a estratégia da Disney em lançar Mulan, seu principal filme de 2020 diretamente em sua plataforma de streaming e não nos cinemas. Agora, apenas cinco dias depois, veio a resposta, e a casa do Mickey Mouse teve um alto lucro proveniente de sua ousadia.

Originalmente o live action era previsto para estrear em todo o mundo na segunda semana de março, porém, a pandemia causada pelo novo coronavírus impossibilitou isso, e levou Bob Chapek um mês depois, recém-empossado novo CEO da empresa, a dizer que o filme seria lançado em julho, porque até lá, o mundo se veria livre do vírus mortal, o que não aconteceu, fazendo com que o filme fosse adiado sem previsão de estreia.

Mas a Disney conseguiu se movimentar. Para colocar o filme no streaming no formato de vídeo on demand (aluguel), ela implantou o serviço dentro de sua plataforma, e cobrou um valor de US$ 29,99 (algo equivalente a R$ 159) de cada assinante que quisesse assistir ao longa em sua estreia na última sexta-feira, 04 de setembro. O valor é alto, mas o cálculo da Disney, uma empresa sempre voltada para o entretenimento familiar, entendeu que ele equivalia a cerca três entradas de cinema (nos Estados Unidos em torno de US$ 9,50), e que uma família inteira poderia assistir.

O site MediaPost divulgou que a decisão de cobrar por Mulan rendeu à Disney US$ 33,5 milhões apenas no fim de semana de estreia. A Samba TV, empresa de monitoramento de telespectadores, estima que o filme tenha sido visto em cerca de 1,12 milhão de lares nos Estados Unidos. Além disso, a demanda do consumidor por Mulan aumentou drasticamente os downloads do Disney+ em mais de 68%, mostrando a enorme popularidade da adaptação live-action. O filme ainda será exibido nos cinemas, em lugares que o coronavírus estiver controlado.