Salma Hayek faz apelo em campanha contra a violência doméstica na quarentena

Salma Hayek
Salma Hayek

Com o mundo visando sua saúde e segurança, com o ato de ficar em casa devido à pandemia causada pelo coronavírus, nem todas as pessoas estão seguras, sobretudo algumas mulheres, como observou a atriz Salma Hayek, que está encabeçando uma campanha contra a violência doméstica durante a quarentena.

Através das redes sociais, ela pediu nesta quarta-feira, 20 de maio, aos seus quase 15 milhões de seguidores que se solidarizassem com as mulheres e levantou a hashtag #StandWithWomen, que teve início com a marca Gucci ‘Chime For Change’, criada por ela e pela cantora Beyoncé no ano de 2013, para arrecadar fundos para instituições que ajudam no combate a violência doméstica em todo o mundo.

Em um vídeo publico no Instagram, a atriz debateu o quão uma mulher estaria protegida estando confinada na mesma casa que um possível marido agressor por exemplo. “Estamos refugiados em nossas casas para nos proteger da ameaça da COVID-19, mas e se nossa casa também for uma ameaça?”, questionou.

“Segundo a ONU Mujeres, os dados emergentes mostram que a violência contra a mulher foi intensificada durante a pandemia, por isso é muito importante que nos posicionemos contra a violência de gênero e nos solidarizemos com as mulheres, para criarmos lares mais seguros e assim poderemos ter um também um mundo mais seguro e mais sadio. Eu creio que podemos realmente conseguir mudanças se nossas vozes se unirem e gritarem: não mais. Vamos nos unir para proteger os direitos humanos das meninas e mulheres em todo o mundo. Se não podemos voltar para o mundo conhecíamos, vamos nos assegurar de fazer dele um lugar melhor”.

“Vamos nos unir nesse momento crítico em que a violência de gênero está aumentando e o acesso aos serviços de saúde está limitado”, escreveu ela na legenda do vídeo. António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, havia solicitado que os países tomassem medidas a nível de urgência para combater o aumento global de violência contra a mulher neste período, ressaltando que para muitas delas é mais perigoso estar em suas casas do que nas ruas.