Senador americano engrossa críticas a Mulan: “encobrir o genocídio”

Mulan (Reprodução)

As polêmicas em torno do filme Mulan continuam acontecendo. Além de o live-action ter desagradado em algumas partes do mundo, e gerar até um movimento de boicote ao live-action, agora chegou a vez de um senador nos Estados Unidos criticar a Disney.

 Nesta quarta-feira, 10 de setembro, o senador Josh Hawley enviou uma carta aberta ao CEO da Disney Bob Chapek, condenando a empresa pelo que Hawley chamou de “encobrir o genocídio em curso de uigures e outras minorias étnicas muçulmanas durante a produção de Mulan”.

O documento questiona se a Disney irá tirar o filme de seu streaming para não glorificar com ele o partido comunista chinês, que comete absurdos com o povo uigur, e pergunta ainda qual a ligação do estúdio com o partido, já que ele também é citado com agradecimentos nas letrinhas finais do filme. Vale lembrar que o presidente Donald Trump já havia colocado a região como uma área proibida com a qual os Estados Unidos não podem fazer negócios, nem fornecer produtos.

Segundo o site Deadline, que ouviu uma especialista em negócios chineses, com o filme estreando nesta quinta-feira, 10 de setembro é possível que sua popularidade cresça ainda mais, e que as pessoas vão em massa assisti-lo para ir contra o boicote. Ela acredita que o apoio partido comunista chinês à Disney em relação a Mulan foi puramente de divulgação do filme, já que ele tem sido desde semana passada um tópico permanente tanto no WeChat, como no Weibo, redes sociais locais.

Mulan coleciona polêmicas

Esta não é a primeira polêmica no qual o live action está envolvido. Nos créditos, a produção agradece oficialmente às entidades de Xinjiang, região que serviu de locação para algumas das principais cenas.

O problema é que o local já foi palco de abusos dos direitos humanos, entre eles a prisão de mais um milhão de muçulmanos. Um comentário da protagonista,  apoiando a atuação da polícia chinesa, também gerou controvérsia.