BoJack Horseman (Imagem: Divulgação)

Não é nenhuma novidade que BoJack Horseman faz inúmeras piadas com as produções de Hollywood. Agora foi a vez dos filmes da Marvel serem alvos das brincadeiras da animação da Netflix. A primeira parte da sexta temporada da série de sucesso já está disponível na plataforma. Já os episódios finais chegam no catálogo em 31 de janeiro de 2020.

Na última temporada, os espectadores terão a oportunidade de acompanhar inúmeras insinuações a produções de Hollywood, contando com várias alfinetadas. No primeiro episódio, “Um cavalo entra numa clínica”, já aparece uma referência ao estúdio. O capacete de Thorg, em que mostra o Thor da Marvel como um sapo, aparece numa decoração. O detalhe é menção a Simon Walterson, o Thor sapo das HQs. Já em “Um pouco agitado, só isso”, as citações ficam mais tensas. Seria o início às criticas ao gênero, referências mais voltadas para os filmes da Marvel, como observado pelo CBR.

O personagem Todd, vivido por Aaron Paul, faz o primeiro comentário, uma crítica de uma forma mais suave. “Assistentes são como filmes do Deadpool. Eu não poderia parar com o primeiro, apesar de que eu deveria. Agora, eu tenho 12”, fala. Já a parte mais ácida da primeira parte da última temporada lançada acontece no 6º episódio, intitulado “Uma rapidinha enquanto ele não está”. Aqui a mensagem pode ser percebida de uma forma mais clara.

Na cena, a diretora Kelsey Jannings (Maria Bamford) surge e tem a chance de retomar sua carreira dirigindo Fire Flame. A ideia do filme por si só já é uma crítica ao mundo dos super-heróis, quando na virada da história o grande herói é uma mulher.

“Eu venho dizendo por anos: ‘Mais rápido que fugimos dos personagens masculinos e damos sequências para eles, cada vez mais precisamos fazer um filme sobre Fire Flame”, é falado na animação. O comentário pode estar fazendo uma alusão ao fato da Marvel ter demorado muitos anos para finalmente ter uma produção protagonizada por uma personagem feminino.

A ideia de Kelsey para a trama do longa é mostrar a realidade, e não uma pura fantasia. A diretora deseja escrever um filme onde mostra a verdade sobre o tratamento recebido pela heroína na sociedade. Para ela, algumas atitudes dos heróis não serão recebidos da mesma forma em que se fosse uma personagem mulher, porque os tratamentos são diferentes. Acaba que o roteiro se torna bem realista, se tornando um sucesso. Mas também deixa o questionamento se isso seria realmente possível.

Em outro momento, os espectadores podem notar mais duas referências. Aparecem dois cartazes numa sala, “Invisibull”, a versão animal de “O Justiceiro”, e “Shellboy”, uma versão mais percebível de “Hellboy”, personagem da Dark Horse Comics.

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