Série de Samuel L. Jackson sobre escravidão será exibida em 130 países

Samuel L. Jackson como Nick Fury (Imagem: Divulgação)

Enslaved, série de História apresentada por Samuel L. Jackson, deve ser exibida em aproximadamente 130 países. De acordo com o jornal The Hollywood Reporter, a produtora Fremantle conseguiu o feito ao negociar com emissoras locais. Nos Estados Unidos, a produção estreou no último dia 14 de setembro, no canal Epix. 

Com o subtítulo de The Lost History of the Transatlantic Slave Trade (A história perdida do comércio transatlântico de escravo, em livre tradução), a série aborda novos achados arqueológicos e outros detalhes ligados a história do tráfico escravo transatlântico entre a África e as Américas.

Para além da investigação da escravidão no próprio Estados Unidos, onde nasceu Samuel L. Jackson, a produção busca visitar os portos africanos de onde partiam navios negreiros, assim como suas rotas usadas durante quase 400 anos. Em particular, as localizadas na região do Caribe para onde se destinavam escravos à Jamaica, Cuba, Haiti e aos Estados Unidos. 

A série é dirigida por Simcha Jacobovici, israelense naturalizado Canadense que, entre outras produções, é responsável pelo controverso documentário O sepulcro esquecido de Jesus (2007). Segundo o site Deadline, entre as emissoras que adquiriram a produção estrelada por Jackson, está a National Geographic, que deve exibir “Enslaved: The Lost History of the Transatlantic Slave Trade” nos territórios da América Latina. 

Samuel L. Jackson faria parceria com Chadwick Boseman

Além de retornar como Nick Fury em novos filmes da Marvel, de acordo com a Variety, Samuel L. Jackson também reservava em sua agenda um novo projeto no qual contracenaria ao lado de Chadwick Boseman. O ator morreu no último dia 28 de agosto devido complicações de um câncer de cólon.

“Sim, é repentino para todos nós. Eu estava tentando me lembrar da última vez em que realmente vi Chadwick. E eu estava conversando com Zoe, nossa filha sobre isso e foi na estreia de Capitã Marvel. Caminhamos e começamos a conversar sobre outro projeto que eu esperava que trabalhássemos”, contou o ator em entrevista ao The Tamron Hall Show.

Jackson continuou: “Ele estava tipo, ‘Sinto muito, pessoal, não vou estar lá, mas gostaria que trabalhássemos juntos’. Estávamos conversando sobre isso, tínhamos planejado por um tempo e foi, você sabe, é angustiante, você sabe, perder alguém que é uma parte tão importante da cultura”.

“Em termos do que ele se tornou para o mundo com o Pantera Negra. Todos nós esperamos, quando trabalharmos, que as pessoas se lembrem das coisas que faremos. Mas ele imprimiu a sociedade de tal forma, impactou especialmente a cultura negra e deu às crianças um herói que elas poderiam aspirar. Para perdê-lo, eu nem sei se poderia dizer isso ao meu filho. É devastador”, finalizou.

Amante das diversas formas de expressão cultural. Viciado em séries, e sempre por dentro das últimas novidades do cinema. Ama dramas e sempre tenta dar uma oportunidade para as fantasias, distopias e os longas de ação e terror.