Showrunner de Batwoman revela motivo que faz heroína ser diferente de todos os outros heróis

Batwoman
Batwoman (Divulgação)

Batwoman foi a série mais recente a integrar o Arrowverse, e em sua primeira temporada já se deparou com um elemento incomum: a COVID-19, que paralisou a produção e fez com que a série terminasse um episódio antes do prazo previsto. Com estreia marcada para este fim de semana na HBO Brasil, ela terá seu final de temporada exibido na próxima semana nos Estados Unidos.

Sua showrunner, Caroline Dries, contou que Batwoman logo de cara teve um grande desafio: integrar o enorme crossover de Crise nas Infinitas Terras, já que houve algumas concessões que precisaram ser feitas em prol do andamento como um todo:

“A resposta é um grande sim. Nossa concessão foi no tom. Tentamos manter as coisas mais pés no chão, com uma pegada ‘true crime’. Kate é uma mulher lutando contra bandidos. E, de repente, ela é amiga de uma alien [Supergirl] que conhece outros aliens. Temos Flash e todos esses personagens com superpoderes que precisam coexistir no nosso mundo. Tentamos reunir todos esses personagens de forma orgânica, sem mexer muito no tom da série. Acho que Batwoman se beneficiou muito da Crise nas Infinitas Terras. Foi difícil descobrir como encaixar nossa série no meio disso tudo, mas acho que conseguimos ser bem-sucedidos”, disse ela em entrevista ao UOL.

Ela falou também sobre a série possuir uma grande representatividade ao apostar na primeira super-heroína assumidamente lésbica, ressaltando que a protagonista, a atriz Ruby Rose, já disse algumas vezes que gostaria de ter visto uma série como essa durante sua adolescência:

“Minha sensação é muito parecida com a da Ruby. A única diferença é que eu tive uma espécie de melancolia nostálgica, quase como uma inveja de quem pode assistir à série agora. Eu não tive nada assim, e minha vida, ou até interações sociais simples, poderia ter sido diferente se eu sentisse que me encaixava, pelo menos um pouco. E, em um paradoxo, a série não teria saído como saiu se eu tivesse tido algo como ela. Eu precisei passar pelas minhas experiências para que a série fosse o que ela é e para que, espero, outras pessoas possam se identificar com ela”.

O fato de a Batwoman da série ser um ícone LGBT também mexeu com a história, já que diferente de outros heróis que se escondem nas sombras, ela decidiu se abrir para o mundo e mostrar sua existência como uma forma de dizer que estava saindo do armário, algo que a showrunner confirma:

“Eu achei que era uma grande contradição que Kate Kane estivesse tão confortável em sua própria pele e, ironicamente, colocasse o traje e mentisse para todos ao seu redor. Então, me ocorreu que, claro, deveria ser um problema o fato de ela colocar o traje e basicamente voltar para o armário. É algo com o qual ela não está à vontade e com o qual ela tem que lidar. Por isso coloquei como parte da história ela se assumindo. É um grande evento para Batwoman, para a cidade e para Kate, pessoalmente. Foi uma forma de contornar algo que não estava funcionando para nós”.

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