Showrunner de Cara Gente Branca explica motivo pelo qual não aprova popularidade repentina da série

Cara Gente Branca (Divulgação/ Netflix)

A série Cara Gente Branca aumentou sua popularidade na Netflix no último mês, muito e virtude dos protestos que passaram a acontecer após assassinato de George Floyd nos Estados Unidos. Apontado como programa ideia em que o racismo sistêmico é explicado, a série virou algo de debates, e seu criador Justin Simien, abriu o jogo sobre o que pensa sobre esse sucesso tardio.

Em entrevista publicada nesta segunda-feira, 06 de julho na The Playlist, o autor explicou que embora goste do buzz gerado por sua criação como forma de conscientização, ele gostaria que uma série de assassinatos de negros não precisassem acontecer para que sua história ganhasse novos público.

“Ele [o programa] tem fãs e sempre tem fervor quando é lançado, e nosso burburinho nas mídias sociais é louco. Mas nem sempre parece (se tornar) o centro da cultura popular, da mesma forma que outros shows com elencos brancos, no mesmo nível de aclamação”, disse Simien à The Playlist.

Justin Simien
Justin Simien, showrunner de Cara Gente Branca (Divulgação/ Netflix)

“Então, é bom que isso esteja acontecendo. É devastador que esteja acontecendo logo após mais uma série de assassinatos de negros pelo Estado. Mas também, como artista, você se pergunta: ‘Será que alguma coisa que estou fazendo realmente importa? Alguma coisa que estou fazendo vai realmente mover a agulha e o que está acontecendo no mundo? E, a esse respeito, é bom saber que há algo que criamos, no qual despejamos todo o nosso ser e nos matamos de fazer, que está realmente encontrando o momento cultural no momento”.

O show conta com três temporadas, e é inspirado no filme de 2014 com o mesmo nome, e segue a vida de vários estudantes negros de uma fictícia Universidade da Ivy League. Desde que estreou em 2017, ele tem feito grande sucesso.