Showrunner de Love, Victor explica motivo de família latina do protagonista ser mais preconceituosa

Brian Tanen
Brian Tanen (Reprodução/ Twitter)

Uma das reclamações de Michael Cimino sobre Love, Victor, série em que ele é protagonista, foi tratar a família latina central do show, como sendo ‘cabeças quentes’, algo comum na representação midiática de famílias latinas. Segundo o ator, as famílias latinas na verdade são mais amorosas, e protegem aos seus algo, que ele quer ver no futuro. Recado dado, recado anotado pelo showrunner Brian Tanen, que explicou em entrevista ao site TV Guide o que ele queria ao aproximar, e também afastar o programa de TV do fime, Com Amor, Simon no qual foi baseado.

“Isaac Aptaker e Elizabeth Berger, que escreveram o filme, também são os criadores desta série, e eu co-lidero com eles. Para eles, desde o início, era importante mostrar o mesmo DNA do filme – o estilo, o charme, a conexão com os personagens do filme – para que os fãs tivessem algo em que se agarrar. Mas também foi super importante para eles e para a equipe de redação que essa fosse uma história diferente; que contássemos a história de um adolescente LGBTQ diferente. E você percebe essas mudanças logo de cara quando ele diz a Simon que sua história é um pouco fácil demais para Victor engolir, e que ele vai ter um passeio muito mais atrevido”, explicou.

Gravações de Love, Victor
Gravações de Love, Victor com Keiynan Lonsdale e o showrunner Brian Tanen. (Reprodução/ Instagram)

Sobre a representação da família latina, ficou claro para quem assistiu que a série buscou mostrar aquelas pessoas com valores muito mais preconceituosos do que a família de Simon no filme, e Tanen explicou que queria fugir do conto de fadas que todas as famílias vão aceitar prontamente um filho homossexual: “Eu acho que foi realmente importante para a nossa equipe de roteiristas, que tinha mais da metade dos escritores LGBTQ, representar o tipo de homofobia casual que pode permear a vida de um jovem, mesmo em uma família que é calorosa e amorosa. Acho que muitos de nós já passaram por jornadas em que pessoas bem-intencionadas ainda não adotaram esse tópico e ainda não estão totalmente confortáveis ​​com ele. Ou talvez estejam de acordo com a ideia de pessoas gays, mas não a consideraram de verdade ou não se sentiriam felizes se acontecesse na própria família. Então, queríamos que essa família se sentisse autêntica, e acho que, especialmente dentro de uma família religiosa, as pessoas podem amar sem aceitar totalmente. E eles também terão sua própria jornada”, explicou.