Spike Lee toma atitude após comentar sobre caso polêmico de Woody Allen

Spike Lee
Spike Lee (Imagem: Reprodução)

Durante uma entrevista para a rádio WOR para divulgar seu novo filme Destacamento Blood (Da 5 Bloods), que estreou na Netflix, o diretor Spike Lee entrou em uma saia justa ao falar do caso de Woody Allen, que foi acusado de ter abusado da própria filha. Na entrevista, Lee falou sobre como Allen estava sendo tratado pela mídia.

Spike Lee falou: “Gostaria só de dizer que Woody Allen é um grande, grande cineasta e essa coisa de cancelamento não é só com ele. E quando olharmos para trás veremos que, não sei se você pode apagar alguém como se nunca tivesse existido”.

O comentário gerou diversas polêmicas e discussões na internet, que fez com que Spike Lee fosse ao Twitter pedir desculpas pelo que falou na entrevista. Ele escreveu: “Eu peço sinceras desculpas. Minhas palavras foram ERRADAS. Eu não tolero e nem vou tolerar abuso sexual, ataques ou violência. Tal tratamento causa danos reais que não podem ser minimizados”.

Entenda o caso:

Dylan Farrow, a filha adotiva de Woody Allen e da atriz Mia Farrow, foi a público revelar que em 1992, quando tinha 12 anos, foi abusada pelo diretor no sótão da casa de Farrow. Segundo o relato de Dylan: “Woody Allen segurou minha mão e me levou a um sótão escuro, no segundo andar da nossa casa. Ele pediu para que eu deitasse e brincasse com o trem elétrico do meu irmão. Ele, então, me assediou sexualmente”.

Um matéria do New York Times relatou que Dylan sempre se sentiu desconfortável ao lado do pai adotivo. Contudo, as acusações dela foram desacreditadas por Moses Farrow, que foi adotado em 1991 por Allen. Moses relatou à revista People que Dylan só queria agradar a Mia, e que a mãe era “vingativa” e chegou a abusar fisicamente dele na infância.

Woody Allen sempre negou as acusações, mas mesmo após diversas investigações nunca chegaram a uma conclusão do caso.