Edward Furlong em “O Exterminador do Futuro 2” (Divulgação)

ATENÇÃO! Este texto contém spoilers!

Depois de muitos burburinhos envolvendo a suposta participação do ator Edward Furlong com seu personagem John Connor no novo filme do Exterminador, chamado de O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio, o sexto da franquia, o diretor Tim Miller se pronunciou sobre o caso. Para quem não se lembra, circulou pela internet a informação de que o ator iria retornar com seu papel no longa, mas não foi bem isso o que aconteceu.

Recentemente, uma notícia publicada pelo site de notícias de entretenimento Comic Book Movie revelou que o ator, cuja primeira e única aparição foi em O Exterminador do Futuro: O Julgamento Final (1991), foi creditado no novo longa-metragem apenas como um nome homenageado do elenco. E o ator não aparece, de fato, no filme, segundo as informações. No início do longa, os personagens John e Sarah Connor surgem ainda jovens, com o mesmo visual do segundo filme, graças ao sucesso da técnica CGI.

Entretanto, John, ainda jovem, não tem um destino muito promissor. No início da atração, de acordo com as informações do Comic Book Movie, o enredo está situado no ano de 1998, na Guatemala, e, na ocasião, John Connor, juntamente com Sarah Connor, é pego de surpresa por um novo modelo T-800. Ele cumpre a missão que lhe foi atribuída e acaba matando o jovem. Assim, o T-800 também impede que o garoto se torne o líder do movimento da Resistência Humana, arquitetada contra as máquinas comandadas pela Skynet.

A participação do personagem não vai além, no filme, de acordo com o CBM. E, ainda segundo o site, na mesma notícia publicada antes do lançamento do filme, isso acabaria por desagradar muitos fãs, que estavam aguardando o retorno do personagem e, também, do próprio ator Edward Furlong, afastado desde 1991 da saga. Agora, perguntado sobre essa polêmica, o diretor Tim Miller, responsável pelo filme, explicou ao Bloody Disgusting o que aconteceu.

“Sarah Connor não é uma personagem feliz. Ela trabalha melhor quando é movida pela tragédia e precisávamos desse combustível”, disse o diretor. E continuou: “Não poderíamos ter um John Connor de 36 anos por aí… Foi preciso dar um tapa na cara da plateia e dizer: ‘Acordem. Isso vai ser diferente’. Eu odeio a violência e a ideia de uma criança sendo baleada, mas foi o combustível dramático que despertou Sarah Connor”.

Para completar, Miller afirmou que o velho clichê do herói salvador, que teria John Connor como o líder do movimento da Resistência Humana, arquitetada contra as máquinas comandadas pela Skynet, também não poderia prevalecer.

“Não foi uma decisão controversa, houve muito debate nos estágios iniciais da produção. Nós pensamos: ‘Esse novo salvador deveria ser alguém que estava conectado à família Connor? Deveria ser a filha de John ou algo assim?’. Eu sempre fui contra isso, então eu não queria um ‘Escolhido’, eu prefiro pessoas comuns enfrentando seus problemas”, disse ainda o diretor ao Bloody Disgusting.

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